domingo, 1 de julho de 2018

Afinal, é o que era!


A frase comum - ouvida da boca dos desiludidos, às vezes dos snobes, dos de má ou boa memória ou de quantos combinam tudo isso - é “já não é o que era!”. A expressão remete sempre os circunstantes para uma natural inveja face a quem a proferiu e que teve o privilégio de ter sido testemunha, com proveito, desses tempos em “que foi”. Refiro-me aos restaurantes, onde regressamos, anos depois, provamos, refletimos e, sobranceiros, concluímos com o desencantado “já não é o que era!”

Vem isto a propósito do facto de, nos últimos três dias, ter ido a três restaurantes que, felizmente, não me deram a mínina oportunidade de dizer a frase fatal. É que pude encontrar tudo como era. E bem!

O primeiro foi a “Casa de Armas”, em Viana do Castelo, onde, num registo clássico mas de qualidade constante, tenho vindo a acumular boas experiências, com um serviço muito profissional e atento. O segundo foi o “Bocados”, nos arredores de Ponte de Lima, onde um “conceito” gastronómico bastante atípico para a região nos traz surpresas cada vez mais agradáveis e imaginativas. O terceiro é o renovado “Fernando”, em Pedras Rubras, onde hoje voltei a comer um dos mais saborosos cabritos que se encontra pelo país. 

Deixo-os com uma fotografia do “Bocados”, o mais difícil de descortinar no mapa, mas que, como diz o Michelin quando a deslocação merece o esforço, “vaut le détour”.

Sem comentários: