terça-feira, 10 de julho de 2018

Mundial

Um belo jogo entre a França e a Bélgica. Sei bem menos do que os especialistas da bola, mas, cá na minha, acho que, podendo a Bélgica ter ganho, a vitória francesa se justifica marginalmente, se esquecermos os primeiros vinte minutos de jogo. Como se ouve na minha terra: “digo eu, não sei...”

Tenho pena de amanhã não poder ver o jogo entre a Inglaterra e a Croácia. Mas como me é perfeitamente indiferente o resultado, como já me foi o de hoje, contento-me com um resumo tardio. 

Quem é que eu gostava que ganhasse o Mundial? Portugal, claro! E, não tendo sido isso possível (às vezes a justiça existe, face à miséria que foi a nossa prestação), teria gostado que o Brasil ganhasse (apesar das “fitas” tristes do Neymar). No resto, é-me indiferente. A sério!

2 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Sempre gostei de futebol. Recordo sempre com tristeza aquela tarde dos anos de guerra, creio em 1942, que o meu Vitoria perdeu a Taça de Portugal contra o Belenenses. Tinha 10 anitos e recordo os meus olhos embaciados de lágrimas…

Regozijo-me que Ronaldo venha para Turim. Resido a duas horas. Irei vê-lo de vez em quando.

Ontem, como há dias com Portugal, tive muita pena das crianças belgas que choravam no fim do jogo… Como as portuguesinhas, quando Portugal se foi embora… Apesar do Ronaldo!

Tenho sempre muita pena das crianças que, decoradas dos pés à cabeça com as cores da Nação à qual pertencem, e empunhando as bandeiras respectivas, assistem ao desafio, que consideram como um combate, dos bons contra os maus…Naquela idade ainda não é nocivo. Só pode trazer dissabores no fim…

Ontem achei muita piada àquele casal franco-belga, que reside na linha da fronteira virtual entre a Bélgica e a França., naquela cidadezinha partilhada pelos dois países. Conheço bem a região… A Senhora é francesa, e torcia pela França. O marido, é belga e torcia pela …Bélgica. Normal…

Há quatro anos, na final do Europeu, a minha Anne Marie torcia pela França e eu por Portugal. Ofereceu-me o champanhe no fim do jogo… Mas aquele Eder ficou-lhe atravessado na garganta…

Na rua, que é a fronteira, o padeiro é francês mas a padaria está na Bélgica. Já o talho, é o contrário: fica em França. O café da rua fica na Bélgica, mas os franceses foram lá ver o jogo, misturados com os belgas, que bebiam cerveja do …campeonato, forçosamente belga …

Claro que quando o Umtiti marcou para a França, os belgas engoliram em seco…

Entretanto, na tribuna oficial em São Petersburgo, o rei da Bélgica felicitou o presidente dos Franceses, Emmanuel Macron…Sem rancor? De certeza!

Claro que ontem o Tintin no “País dos Sovietes” , com o seu “Milu”, viam Asterix com um mau olho… C’est la vie !

Mas assim é que é bem. Detesto a guerra em todos os seus aspectos. Não sou um especialista do futebol. Mas acho que a França e a Bélgica foram as equipas que jogaram melhor futebol. A França apostando na velocidade e a Bélgica na organização. A diferença era mínima.
Mas o apetite de ganhar era grande.

Resta agora a final. Espero que o mesmo espírito prevaleça.

Mas gostaria algo de impossível: que todas as crianças ganhem… Não gosto de as ver chorar…como eu há tantos anos, Deus meu!

Luís Lavoura disse...

Foi, de facto, um grande jogo. Deixei de ir a uma reunião por causa dele e fiz bem.