”Better than super”, segundo o “New Yorker”, terá sido a expressão utilizada por Sergey Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo a uma agência noticiosa daquele país, para qualificar o modo como correu, na perspetiva da Rússia, a cimeira entre Putin e Trump.
De facto, melhor era impossível. Foi como se o “script” daquela inacreditável conferência de imprensa tivesse sido escrito em Moscovo. O modo como mesmo os meios mais conservadores da América estão a reagir é a prova de que algo descarrilou.
Trump parece ter sido vítima de uma espécie de “finlandização”, essa “neutralidade colaborante” que continua a ser um ferrete histórico na memória do país que acolheu o encontro dos dois líderes. Ao colocar a credibilidade das instituições do país que governa ao nível das garantias de um país estrangeiro contra o qual partilha sanções e cujas ações no plano internacional oficialmente condena, o presidente americano, como se dizia há pouco num outro site americano, ou é um inocente útil ou um instrumento consciente a favor da Rússia ou ambas as coisas ao mesmo tempo.
Tempos curiosos, estes. E perigosos, claro.