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quinta-feira, junho 19, 2025

Já agora

É lamentável que os mísseis com que o Irão bombardeia Israel originem vítimas civis. Ao invés, útil seria que esses ataques contribuíssem para tornar ineficazes as armas nucleares que Israel mantém, à revelia de qualquer fiscalização da Agência Internacional de Energia Atómica.

6 comentários:

Anónimo disse...

Andam todos a bombardear civis, maioria crianças e tal como Putin! Guerra cobarde e sem sentido!

Anónimo disse...

E boa verdade Israel é um País que vive à revelia de tudo, mas com a cobertura económica e financeira da Nação judaica, e do mais.
Não deixa de ser bizarro, mesmo absurdo, ver por aí quem reproduza o discurso dos governantes israelitas, que se insurgem contra “os ataques terroristas do Irão”.
Quanto a práticas terroristas, Israel é mestre, com provas dadas, não olha a meios nem a idades.
J.Carvalho

Paulo Guerra disse...

O programa nuclear do Irão tem tanto a ver com a agressão ao Irão como as ADM com a Invasão do Iraque. Como ainda ontem Grossi confirmou à insuspeita Christiane Amampour.

https://x.com/i/status/1935095391109922822

E julgo que podemos encerrar a questão do nuclear. O Irão está há quase meio seculo sob sanções económicas absolutamente ilegais e absolutamente paralisantes - e quem acha que as sanções económicas não funcionam porque alguns países com muito sofrimento conseguem resistir e sobreviver, devia dedicar-se a outra área - e é sabido que enriquecia uranio além dos 4% precisamente como barganha contra as sanções na mesa das negociações. Claro que é um ponto de discussão possível mas nas negociações que estavam a decorrer o Irão já tinha renunciado ao enriquecimento além dos 3,7% em contrapartida do que Trump e Bibi destruíram.

Quanto a 14 civis israelitas mortos até ontem, segundo o próprio Israel que está a censurar a população e os jornalistas internacionais sobre o impacto dos misseis, num país densamente povoado depois de centenas de misseis, o que diz é que os misseis do Irão são ultra precisos e é Israel que está a atacar civis premeditadamente. Como no Libano e na Palestina.

Israel e sobretudo Netanyahu atacaram o Irão para desviar a atenção do Genocidio mas sobretudo porque o Irão é o unico verdadeiro poder que separa Bibi do sonho messiânico do Grande Israel. Porque defende os palestinos. O que por incrivel que possa parecer também depende do facto de ser uma Republica Islamica que prefere cair a deixar cair os irmãos da Palestina, inscritos na Constituição do IR. Porque a humanidade não é um exclusivo cristão.

E aqui está um bom exemplo das duas faces da Republica Islamica do Irão que está a ser mais uma vez infantilmente diabolizada nos media como aconteceu com a caricatura da Russia no conflito da Ucrania. Países que muitos só conhecem da propaganda para rednecks. Por países absolutamente hipócritas que mantêm excelentes relações como as Monarquias do Golfo, ditaduras e teocracias com algumas especifidades ainda mais tenebrosas e até uma sharia mais implacável e mais chocante para nós como o feudo saudita. O berço do terrorismo wahabi, onde o pseudo-estado não tem uma única conta bancaria e todas as receitas do petróleo correm directo para as contas dos Principes e para os concessiários da Ferrari. Com quem o Ocidente não tem qualquer problema enquanto o USD rolar.

Se há algums estado terrorista e genocida no ME é Israel. Que assassinou toda a equipa de negociadores iranianos em prédios residenciais. Como já tinha assassinado o principal negociador do Hamas num bloco residencial em Teerão. Como por norma a Mossad faz a todos os negociadores, como quando bombardeou a embaixada do Irão em Beirute. Além do genocídio em curso. E eu não acredito que Israel localizou de todos os negociadores do Irão sem a participação infame dos negociadores americanos, através de algum dispositivo electrónico.

Este ataque foi totalmente concertado entre os US e Israel ,com a colaboração da NATO. Não obstante objectivos muito particulares de cada estado, como é normal. Os US querem derrubar o regime iraniano sobretudo para isolar a China e reinarem soberanos no ME, onde perderam influência. Tudo o resto são fantasias ou ângulos menos relevantes. E o Império e a hegemonia ocidental vão continuar a sangrar nestas batalhas e perder de vista que a Iniciativa do Cinturão chinês é completamente irreversível no sul global e no mundo muçulmano. Ou seja, em 80% do mundo. Onde há taxas de natalidade relevantes e crescimento económico.

Paulo Guerra disse...

Aliás, hoje há mais extremistas e quando digo extremistas quero dizer mesmo radicais chalupas, religiosos ortodoxos ou extremistas políticos tipo fascistas, na Coligação de Netanyahu que no Govt reformista do Irão. Sim, no Irão há eleições e um Parlamento muitas vezes mais vivo que a nossa AR. Sim, o líder da Teocracia não tem 10 pastas ministeriais como dizem na televisão. Eu já estive duas vezes em Teerão e além das mulheres com véus na cabeça, não vi nada de anormal. Não vi aliens a comer criancinhas, por exemplo. Ou grandes tumultos, perseguições e cargas policiais como em LA. E conheço alguns académicos do Irão muito inteligentes e com muito bom senso. E curiosamente, quando falamos dos terríveis véus alegam que nós objectificamos o corpo femenino. Com que eu não concordo e ninguém morre, que é o mais importante no mundo civlizado.

A Republica Islamica do Irão hoje é tão repressora que foi totalmente infiltrada por milhares de terroristas ao serviço de Israel. Numa empresa estratégica de drones - porque as sanções não permitem ao Irão ter Força Aérea - depois do seu bombardeamento foram descobertos 10 espiões que trabalhavam na empresa há 10 anos e estavam a fornecer a avaliação dos danos in loco e em tempo real à Força Aerea de Israel. Nem a Pide facilitava tanto. E estes infiltrados são até à data a grande vitória de Israel no conflito que espoletou.

Activos que tendem a desaparecer à medida que forem capturados. Já o que os jatos de Israel estão a destruir só é possível confirmar depois do conflito.E se alguém pensa que é tudo como Israel diz, que o Irão não transferiu equipamentos, não há iscas, etc.. mais uma vez devia dedicar-se a outro tipo de análise. Depois de semanas de bombardeamentos aéreos no Iraque, a infantaria american descobriu que não tinham destruído um único míssil SCUD. O que mais temiam na época porque podiam vaporizar Israel.

Mas o meu ponto sobre o Irão é que não é possível falar da Republica Islamica do Irão sem abordar a cruel Tirania do Xá e a sua tenebrosa polícia política - a SAVAK - que os US instalaram depois de derrubar a jovem democracia em 1953, para roubar o petróleo do Irão. Porque não é possível conhecer um fenómeno sem o seu contexto. E o mesmo podia dizer sobre a guerra com o Iraque que os US também financiaram contra o Irão. A Teocracia não derrubou uma democracia mas uma ditadura e um fantoche sanguinário que saqueava o Irão através da figura do Xá. E o que eu pretendo dizer sem atenuar alguns aspectos culturais mais chocantes para nós da Teocracia do Irão, é que o mundo foi sempre assim.

Sempre houve intercâmbio e choques culturais mas à medida que os US foram perdendo soft power começaram a armar quase todas áreas da vida humana para interferir nas relações entre estados. Para vergar vários países através de sanções, que só a ONU pode decretar segundo o Direito Internacional. Mas como os US controlam o Sistema financeiro… Desde os direitos humanos - depois de quase extinguirem os seus próprios indígenas - até ao USD. Nós dizemos que toleramos todas as diferenças entre nós com o soundbite “todos diferentes, todos iguais” mas não toleramos especificidades de outras culturas e outros estados soberanos… Que nos mandam cada vez mais à m… Os estados têm interesses e sem respeito não há intercâmbio, humanidade ou diplomacia. Só racismo, propaganda e guerra. Como os Complexos Militares adoram.

Anónimo disse...

É absolutamente chocante ver um chanceler alemão, depois do que a Alemanha já fez na guerra de 39-45, a defender uma agressão ilegal contra um País da ONU, à margem de todo e qualquer direito internacional. O sr. Merz a mim nunca me enganou!

Paulo Guerra disse...

Exacto, um lider europeu a apoiar descaradamente uma agressão militar totalmente ilegal de alguém que continua a conduzir um genocidio em Gaza. Pelos vistos são estes os novos valores europeus. Que passam quase despercebidos na comunicação social em Portugal. A boa notícia é que o genocida Bibi ainda não conseguiu concretizar o unico objectivo que lhe foi encomendado por Washington, a supremacia aerea sobre o Irão para os US e a sua Força Aérea poderem participar de uma forma mais activa na agressão ao Irão. O que sabemos pelo desespero do nosso Major General Isidro Pereira. Além de todo o apoio logisitco e defensivo a Israel que também não está a produzir grandes resultados. Aliás, o acumulo dos danos em Israel já são totalmente incomportáveis para o Estado de Israel ao dia de hoje. Veremos quanto mais danos Netanyahu solicita e se alguém tomará a divida de Israel no fim do conflito.

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