O anti-americanismo radical é a doença senil do pós-comunismo de alguns. Por princípio, são contra a América, o mau da fita. A arrogância política da América muitas vezes dava-lhes forte razão. A chegada de Trump mudava a cara dessa sua odiada América: olá, afinal havia outra!
A América de Trump dava-lhes imenso jeito: amigo de Putin (o seu "next best", depois da queda do muro), aliado de quem na Europa não gosta dela (mesmo que "facho", desde que contra Bruxelas), Trump atacava a ordem mundial e eles eram pelo quanto pior melhor e depois logo se vê.
Agora Trump trocou-lhes as voltas: não tira todo o tapete à Ucrânia, faz o que o lóbi de Israel manda e ataca o Irão, que chateava o ocidente, onde vivem mas que desprezam. Enfim: vendo bem, para eles, isto acaba por ter uma vantagem: já podem voltar a detestar a América à vontade. Na sua infelicidade, estão felizes.