terça-feira, outubro 29, 2024

Equívoco


Há um imenso equívoco no mundo do futebol. 

O adepto clubista investe, emocional e irracionalmente, num emblema. Sofre e sente profundamente as vitórias e as derrotas do seu clube. Já se percebeu que isso é das lei da vida.

Por um qualquer mistério, que confesso que nunca percebi, o adepto comum parece ser levado a pensar que um jogador ou um treinador, chegado de um outro clube, muitas vezes transferido e pago a peso de ouro, passa, por essa simples transferência, a ter de transpirar um "amor à camisola" do novo clube idêntico àquele que o adepto sente, como se de um amador se tratasse. 

Às vezes, é verdade, há alguns profissionais que "go native" e passam a ser adeptos e a partilhar a mística do clube. Mas essa é exceção. A regra, para um profissional, é mostrar plena lealdade ao clube, enquanto nele trabalha, e que exerça a função para que foi contratado da melhor forma que sabe e pode. Quando tiver de sair, não lhe é exigível nada mais do que o cumprimento do que estiver no contrato, escrito ou implícito. Tudo o resto não passa de um equívoco.

15 comentários:

  1. manuel campos18:54

    Hoje estou por aqui, cá venho de quando em vez (de X em X capítulos do livro, para ser mais preciso).
    Ainda que nem sempre mas na maior parte das vezes, os jogadores e os treinadores sentem-se na obrigação de, quando chegam a um clube e para "animar a malta", darem entrevistas a toda a gente a contar que sempre sonharam ir ali parar e que não há massa associativa como aquela à face da terra.
    E depois lixam-se, claro.

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  2. margarida palma19:23

    É assim mesmo. Mas que triste que eu estou...

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  3. Anónimo20:07

    O Senhor Embaixador é do benfica?.....

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  4. Ao Anónimo das 20:07. Sou do Sporting, claro. Quando o Jorge Jesus saiu do Benfica para o Sporting, foi um "traidor"? Um treinador que sai de um clube, para melhorar a vida e reforçar o prestígio, é um "traidor"?

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  5. Nuno Figueiredo00:33

    20:07 : mas ca ganda básico... !

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  6. Nuno Figueiredo00:38

    23:58 : ainda perde o seu tempo a dar troco a estes broncos ?

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  7. O Rúben Amorim é como os melões: verde por fora, vermelho por dentro.
    (Vermelho do Benfica, quero eu dizer.)

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    1. Anónimo11:16

      Só que os melões não são vermelhos por dentro !

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  8. José Sousa12:51

    O Rúben Amorim é sócio do Benfica desde que nasceu. Mas isso não interessa.
    É um excelente profissional.

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  9. No futebol ,a maioria não percebe o filme!

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  10. A saída de Rúben Amorim do meu SPORTING, mais dia, menos dia, era inevitável, como acontece a todos treinadores e em todos os clubes.
    Nem me atrevo a censurar RA pela opção de sair nesta altura, embora lamente que o faça a meio de uma época com o objectivo, tantas vezes por si realçado, do bi-campeonato.
    É uma oportunidade de ouro que se lhe oferece na sua carreira de treinador que no fundo é a sua profissão e que lhe garantirá, do ponto de vista financeiro, um futuro risonho. Fico grato pelas conquistas que nos deu, é só lhe desejo sorte.
    Mas as instituições como o SPORTING são perenes – o SPORTING é muito maior do que o RA – e permanecerá muito para além daqueles que os servem, serviram ou o venham a servir no futuro, que estarão sempre de passagem.
    PS: Senhor Embaixador espero que o Frederico Varandas não se lembre de contratar o “javardo” para treinar o nosso SPORTING!

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  11. Nestas coisas o que me interessa são resultados, tudo o resto é o esplendor do mercado a funcionar. Jogadores, treinadores, dirigentes "são como biscoito, vai um e vem dezoito".

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  12. Anónimo20:20

    Quando se mistura emoções (irracionalidade) com negócios/trabalho é no que dá. Equívocos e ou decepções.
    Se por acaso o Rúben Amorim estivesse a fazer um mau trabalho iriam mantê-lo no cargo?
    Se há liberdade para um lado tem de haver para o outro.

    Carneiro

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  13. Anónimo21:35

    Há um aspecto desta caça aos talentos que em meu entender tem contornos algo escandalosos: é que as autoridades desportivas e económicas que tanto clamam por um desportivismo são e uma concorrência equilibrada e justa (sobretudo quando falam dos “outros”) vivem muito bem com esta abordagem que consiste em dar livre curso ao poder do dinheiro. É que eu nada tenho a opor a que um clube SAD contrate um treinador mas fazê-lo em plena competição desportiva indo buscar alguém que está comprometido com um clube na mesma competição é algo que vai contra a verdade desportiva. Estas contratações deveriam cingir-se a um período bem preciso ou a pessoas sem vínculo contratual ativo com um clube.

    Já agora sobre este assunto convém lembrar que a equipa dirigente do Sporting (e os seus adeptos) estão a sofrer a mesma sorte que impuseram ao Sporting Braga quando foram “buscar” Rúben Amorim. É que na altura o Sporting não só forçou a quebra da relação contratual mas atrasou ainda o pagamento durante vários meses.

    Tudo isto são fait divers … mas há um lado político (e económico) sobre o desporto espectáculo que talvez mereça reflexão!

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  14. Nuno Figueiredo01:57

    09:25 - melões vs melancias : este homem não existe...

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