terça-feira, abril 02, 2024

É óbvio, não é?

Este governo, qualquer governo, é o governo do nosso país. Desejar-lhe sorte é uma obrigação democrática de todos. Mas não nos peçam para ser hipócritas: não tem a menor lógica que aplaudamos e desejemos sucesso para s implementação de medidas que contrariem aquilo que pensamos.

5 comentários:

  1. João Cabral00:01

    Foi por isso que Pedro Nuno Santos, BE e PCP estiveram ausentes? Sentido de Estado.

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  2. Anónimo02:19

    Acho um comportamento adequado.
    Uma coisa é o governo que esteve quase todo.
    Outra os líderes partidários dos quais não se espera que vão dar uns abracinhos apertados a desejar muitos sucessos.

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  3. Não consigo vislumbrar um qualquer sentido de estado no discurso do primeiro ministro a responsabilizar o partido de oposição pelo sucesso do seu próprio governo depois dumas eleições em que ganhou por uma margem mínima e duma campanha eleitoral alicerçada em propostas nao só distintas mas quase sempre diametralmente opostas às formuladas pelos socialistas e ao legado do anterior governo.

    Para apoiar e tecer loas ao novo governo já bastam os comentadores residentes das televisões bem como os jornalistas que estão alinhados com a direita (acho que não é preciso dizer os nomes mas os média do militante número 1 do PSD são bastantes exemplos)

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  4. Senhor Embaixador
    Tem toda a razão.

    Numa democracia parlamentar como a nossa, não compete às oposições, muito menos ao PS como principal partido de alternância democrática, sustentar o governo da AD.

    A argumentação de Montenegro defendida no seu discurso de posse do “PS partido de oposição ou partido de bloqueio” não é apenas provocação ou chantagem, como certos comentadores a intitularam, mas tão só uma “absurda e disparatada tese política”.

    Na democracia parlamentar, sendo o governo minoritário (o mais minoritário de sempre em democracia!) é ao governo que compete promover os acordos/compromissos políticos com os partidos de oposição para conseguir fazer aprovar as medidas necessárias para assegurar a governação, sendo certo que, para o efeito, terá de reconhecer com “humilitas” de que não poderá realizar integralmente o seu programa político, por falta de apoio parlamentar maioritário.

    Post Scriptum: Estou curioso de ver como PNS se aguenta (até agora tem estado bem) neste braço-de-ferro com Montenegro que tem todos os trunfos mais fortes (PR, TV´s, imprensa, MP que agora já se prontificou a afirmar que “não é o lobo que caça políticos”) na manga.
    Cordiais saudações

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  5. Há muita convergência entre o PS e o PSD. Nesses assuntos em que convergem, pede-se um PS amigo do interesse nacional e não um que faça oposição sistemática. A avaliar pelo comportamento que garnde parte dos protagonistas revelou, na altura da troika, duvido, sinceramente, que alinhem numa oposição construtiva. Ainda continua a predominar a mentalidade do quanto pior melhor.

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