Sou, desde há alguns anos, presidente do Clube de Lisboa / Global Challenges, uma organização sem fins lucrativos, criada em 2016, dedicada à discussão dos grandes temas globais, que organiza as bienais "Conferências de Lisboa", outros encontros temáticos internacionais e cursos universitários anuais, bem como diversos debates presenciais chamados "Lisbon Talks" e, por via digital, as "Lisbon Speed Talks', estas com dezenas de edições.
Somos uma centena de associados, que pagamos as nossas quotas e, claro, trabalhamos "de borla", sem sede nem mordomias, apenas pelo "amor à camisola". Somos oriundos de diversas áreas e sensibilidades, não discutimos política portuguesa, nem sequer a política externa, operamos na preocupação de ajudar a transformar Lisboa num espaço de reflexão sobre temáticas de interesse comum, da energia à segurança, dos mares à sustentabilidade, entre muitas outras. Nas nossas conferências, enchendo a Gulbenkian e outros espaços, tivemos gente de dezenas de países, especialistas em imensas áreas e - não nos perguntem o segredo! - nunca pagámos um centavo de "fee" a ninguém. É verdade!
De que me queixo, então? Essa agora! De nos "roubarem" e usarem a nossa gente, os nossos associados!
Da anterior direção a que presidi, perdi, para o governo que agora sai, a minha vice-presidente, Helena Carreiras, que foi para ministra da Defesa, e o vogal da direção, Bernardo Ivo Cruz, que foi secretário de Estado da Internacionalização. Agora, o novo governo "saca-nos" Ana Isabel Xavier, nova secretária de Estado da Defesa. Acresce que o "uso" dos nossos associados é "escandaloso": foram os antigos ministros da Economia e dos Negócios Estrangeiros, António Costa Silva e João Gomes Cravinho, o consultor do presidente da República, Bernardo Pires de Lima, a consultora da ONU, Mónica Ferro, entre outros! É um fartar!
Assim, não dá!
