Amigos brasileiros mostram a sua surpresa ao terem conhecimento de que as televisões portuguesas estão a dar uma imensa cobertura à situação política no Brasil. Não conseguem perceber porquê, tanto mais que isso nunca aconteceu no passado. Eu sei por que é, mas não lhes digo.
Ora bem, têm os seus amigos brasileiros toda a razão.
ResponderEliminarÉ de facto completamente irracional e descabida a atenção que por cá está a ser dada a esta eleição no Brasil.
Há montes de eleições em montes de países, e a nenhuma dessas eleições se dá tanta importância como a esta.
Os mídia portugueses têm uma agenda qualquer, difícil de discernir.
Eu também não percebo porquê, senhor embaixador. Quer explicar?
ResponderEliminarA nenhuma? Até tivemos debates das eleições americanas - em direto!
ResponderEliminarPara já não falar de dias seguidos a levar com as eleições inglesas, as eleições francesas, as eleições espanholas...
Basicamente, os jornalistas acham que se nos preocuparmos imensamente com o que se passa lá fora, isso nos traz para o centro do mundo. Mas não, apenas mostra a nossa parolice.
Ontem a SIC gastou alguns quinze minutos do jornal nacional com uma reportagem sobre uma americana que escreve livros de culinária...
ResponderEliminarAs "midterms", seja qual fôr o resultado, podem e vão ser muitissimo mais importantes para todo o mundo - e para a Europa em particular - e ninguém fala nelas (não é só cá), quando há 4 anos era uma excitação por aí porque os republicanos íam perder.
Ora devo lembrar que ninguém explicou na altura que o partido no poder perdeu as "midterms" em cerca de 90% das vezes desde sempre nos EUA.
E esse argumento, que devia já estar a ser utilizado face às previsóes existentes, suspeito que será utilizado no dia seguinte por toda a gente.
Mas quando a informação está "partidarizada", como é o caso de um modo geral por toda a parte, já se sabe que, se não fala num assunto, é porque não prevê nada de bom daquele lado.
As televisões portuguesas, com excepção da rtp 2, contribuem activamente para o ensandecimento da população portuguesa, que ficou, já de si, seriamente afectada com a geringonça ( sobretudo com as causas fracturantes) e a pandemia. Devia haver um regulador qualquer contra o mau gosto.
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