quarta-feira, fevereiro 03, 2021

Bastonários

Sou de um tempo, não muito longínquo, em que, como regra geral, quando se ouvia um bastonário de uma determinada ordem profissional, havia a quase certeza de estarmos perante uma pessoa equilibrada e sensata, um “espelho” do melhor da imagem da profissão. A regra passou a exceção.

10 comentários:

  1. Não gosto nada destas exceções: Miguel Guimarães, Rita Cavaco. E já agora, para compor o cacharolete, o Ricardo Mexia.

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  2. E, normalmente eram respeitados pela sua qualidade académica e empatia.
    Transmitiam uma ideia de sabedoria e seriedade na forma e no modo de atuar,eram respeitados.
    Aqueles que, hoje, tem maior presença, no atual contexto,não demonstram qualidade inteletual e assumem, frequentemente,posições claramente de oposição e cada vez mais próximas da atividade sindical.

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  3. Nessa época havia apenas 4 Ordens : Advogados, Engenheiros, Farmacêuticos e Médicos sempre presididos por profissionais reconhecidos pela classe. Agora não faltam Ordens para qualquer profissão. E o que importa é estar presente na comunicação social.

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  4. Nessa época havia apenas 4 Ordens : Advogados, Engenheiros, Farmacêuticos e Médicos sempre presididos por profissionais reconhecidos pela classe. Agora não faltam Ordens para qualquer profissão. E o que importa é estar presente na comunicação social.

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  5. Para além da instrumentalização do cargo com propósitos de guerilha político partidária, quer no caso da bastionária da ordem dos enfermeiros e do bastionário da ordem dos médicos, tem-se verificado um evidente desvio da missão destas entidades e das funções de regulação destas profissões, delegadas pelo Estado.

    Neste caso a auto-regulação, tão apregoada pelos liberais, não só não tem funcionado como, na verdade, tem-se traduzido em claras práticas de limitação da concorrências e de proteção corporativa a práticas lesivas do interesse público, quer por via da deliberada protelação de atribuição de equivalências e entrada de profissionais formados no estrangeiro, quer de práticas concertadas de preços entre clínicas e laboratórios, etc..

    Igualmente grave é a proteção que, sobretudo a ordem dos médicos, tem dado aos casos de práticas violadoras do codigo deontológico e negligentes, com o protelamento da apreciação das centenas de queixas que aguardam investigação e que na maioria dos casos acabam arquivadas.

    Tenho para mim que a hostilidade, agressividade no discurso e a procura permanente de confronto com o governo, visa intimidar. Assim, o Estado, mesmo tendo mais que razões para retirar o estatuto de utilidade pública e a delegação de poderes reguladores às ordens, se o fizesse seria acusado de motivação política.

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  6. Concordo plenamente tanto com o post como com os comentários anteriores.

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  7. J. Tavares de Moura

    a auto-regulação, tão apregoada pelos liberais

    Não sei que liberais é que apregoam a autorregulação. Eu diria que, pelo contrário, já desde Adam Smith que os liberais desconfiam muito da autorregulação. Adam Smith escreveu que é raro o jantar de convívio ou encontro de industrialistas em que estes não se põem a discutir uma nova forma de construir um cartel, por forma a ganharem mais dinheiro à custa dos consumidores.

    Os liberais são defendores de um Estado regulador forte.

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  8. Bastonários destes, só à bastonada.

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  9. Luis Lavoura:

    O pensamento económico liberal clássico não começa e, muito menos, acaba em Adam Smith.

    Estou certo que conhece muitos outros economistas e políticos liberais mais recentes e o seu pensamento e a sua prática recente na matéria. Já nem falo de Reagan ou Thatcher, lembro-lhe Alan Greespan, que como Presidente da Reserva Federal, e na defesa da " market self regulation", desregulou o mais que pode os mercados financeiros. As consequências são bem conhecida: sub-prime, falência do Lehmon Brothers, e uma crise económica gigantesca em 2008.

    Poderia dar muitos mais exemplos, mas estou certo de que conhece-os também ou melhor que eu.

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  10. Correcção ortográfica: no comentário anterior onde se lê "também" deve-se ler "tão bem".

    Erro meu. A pressa não desculpa tudo.

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Obrigado. O mesmo para si