sábado, 27 de fevereiro de 2021

Olhares noturnos (4)


Por estes dias, esta casa, na rua das Janelas Verdes, tem um destino comercial que a si próprio, numa placa, se atribui o nome de Ramalhete. “Só ali, no Ramalhete, ele vivera realmente daquilo que dá sabor e relevo à vida - a paixão”, diz Eça de Carlos da Maia, que ali teria residido dois anos. Mas este está longe de ser o único edifício que a fantasia coloca como morada dos Maias.

Seja lá o “Ramalhete” onde for, era por ali que o meu colega Steinbroken, ministro da Finlândia em Lisboa, trauteava as suas árias em “Os Maias”. Para um diplomata dos dias que correm, não saber isso “c’est très grave, c’est excessivement grave!”

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