domingo, 28 de fevereiro de 2021

Falar de amigos



Hoje, vou falar de amigos. De alguns dos muitos que têm, como negócio, como vida, um restaurante. Dos que sofrem, por estes dias, tempos bem difíceis, com empregos em jogo, contas para pagar, responsabilidades para cumprir. Dos que se dedicaram, por anos, a gizar um projeto de gastronomia responsável, a “desenhar” uma casa e um nome, com seriedade e muito profissionalismo. Pessoas por quem tenho muito respeito e que estou “deserto”, como se diz na minha terra, por poder abraçar, visitar, frequentar. Quem são eles? Aqui vão, só alguns. Podiam ser muitos e muitos outros!

A dona Ilda, no Carvalho, em Chaves. A Alice e o Eleutério, no Lameirão, em Vila Real. O Óscar e o Tó Luís, no G, em Bragança. O António Machado, no Costa do Sol, em Vila Pouca de Aguiar. O Julião, na Casa de Armas, em Viana do Castelo. O Victor Peixoto, no Victor, em São João do Rei. A Palmira e o José António, no Bocados, em Ponte de Lima. O Pedro Nunes, no São Gião, em Moreira de Cónegos. O Renato Cunha, no Ferrugem, em Famalicão. O José António, no Cozinha do Manel, no Porto. O Rui Paula, no Casa de Chá da Boa Nova, em Matosinhos. A Fernanda e o Luís Castro, no Vallecula, em Valhelhas. A Manuela Cerca e o Eugénio Martins, no Casas do Bragal, em Coimbra. O Luís Frazão Gomes, no Tribeca, em Serr d’el Rei. O Júlio Vintém, no Tomba Lobos, em Portalegre. A Sílvia, no Retiro do Pescador, na Carrasqueira. E, em Lisboa, tantos! O Henrique, no Galito. A Justa e o José Nobre, no Nobre. O João “Espetáculo”, na Imperial do Campo de Ourique. A Vivianne, na Travessa. O Jorge Dias, no Faz Figura. O Octávio, no Gambrinus. A Petra, no Solar dos Duques. O Miguel Júdice, no Eleven. O Manuel e o Aurélio, no Poleiro. O Cardoso, no Comilão. O Duarte, no Salsa & Coentros. E tantos e tantos outros.

4 comentários:

Luís Lavoura disse...

Eu também estou com muita vontade de regressar aos restaurantes (poucos, e bem mais modestos que estes) que costumava frequentar.
Mas não tenho ilusões: os restaurantes só abrirão (aqueles que reabrirem) daqui a bastante tempo. Os restaurantes são das coisas mais perigosas que há para o SARS-COV-2. Porque a generalidade das pessoas não vai lá somente para comer mas também para conversar, a muito curta distância e durante bastante tempo, com pessoas que não vivem na mesma habitação, violando grosseiramente a regra dos "dois metros de distância durante quinze minutos".

Portugalredecouvertes disse...

Também penso muito nessas pessoas,
como está a ser difícil para os patrões e para os empregados
é uma situação muito cruel

Unknown disse...

Como sempre, concordo com tudo o que o Sr. embaixador aqui muito bem escreve. Mas, sobre amesendação, se um dia atravessar o Tejo, verificará que não se irá arrepender, incluindo mesmo o Algarve. Mas é assim, não podemos estar em todos os lados. Apesar do seu “fraco” pelo norte,
terá ainda certamente tempo para um dia nos aguçar o apetite com alguns restaurantes do Alentejo (não só do Alto) e do Algarve.
Uma vida muito longa e com vontade de escrever, sobre este tema e sobre muitos outros, é o que eu lhe desejo.

Francisco Seixas da Costa disse...

Ao Unknown das 20:41. Conheço bastantes restaurantes a Sul, mas acontece não ser amigo dos donos, como é o caso dos citados. Só isso!