quinta-feira, agosto 29, 2019

Uma real questão


“Se a Escócia ficar independente, será que vou continuar a poder ir para Balmoral? É que eu nunca tive um passaporte...”

8 comentários:

  1. Anónimo08:41

    Ou muito me engano ou isto é o princípio do fim da Monarquia inglesa. Indo o Brexit para a frente e avançando, também, a independência da Escócia, muita gente se perguntará para que serve uma instituição paga a peso de ouro pelo erário público, cujo elemento máximo se limita a ser um boneco de ventríloquo nas mãos de cada Governo.

    Como dizia o outro, são tempos interessantes estes:
    - Independência da Escócia
    - União federal na Irlanda
    - República em Inglaterra/Gales

    Só a independência da Catalunha não avança. É a diferença entre democracias plena e democracia formal.

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  2. Sr. Embaixador, por quem é :-) ? Se a Escócia se tornar independente, isso não a transforma automaticamente numa República, meramente num Commonwealth Realm.

    Considerando o parentesco do seu antepassado George I à última dos Stuart, a Rainha Ana, sua graciosa Majestade Britânica tem provavelmente ainda mais legitimidade para reclamar o trono da Escócia que o da Inglaterra, aliás...

    Pode dar-se claro o caso de que os Escoceses considerem que uma união pessoal é a última coisa que desejam partilhar com o vizinho mais poderoso do Sul, olhando para a sua História anterior. Como nós, aliás. Creio que foi D. Luís, e bem, que recusou o trono de Espanha...

    Nesse caso, talvez as férias em Balmoral fiquem comprometidas :-) ...

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  3. Anónimo14:16

    Anónimo das 8:41
    Acha ?
    O princípio do fim da Monarquia inglesa ? Nunca os ingleses iriam admitir ... e ainda bem, o respeito e admiração que o povo inglês tem por essa Instituição é muito forte e duradouro .
    É paga a peso de ouro pelo erário público ? E então ? Quem é que paga aqui em Portugal todos os ministros , secretários de Estado e afins ? E o resultado , é brilhante ?

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  4. Anónimo16:38

    Piada forçada. A mulher não vai a outros países estrangeiros? Mesmo sem passaporte?

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  5. Anónimo18:07

    Caro comentador das 14:16
    Veremos. Historicamente, são muito mais as monarquias que se transformam em repúblicas do que o contrário. É ver o mapa e a evolução histórica. É essa a evolução natural das coisas. São cada vez menos os cidadãos que acham que alguém deve ter automaticamente um cargo ou uma posição por via do nascimento e ser pago para isso. Se todos pensarmos bem, é uma anormalidade. Mesmo na Inglaterra, a instituição monárquica tem tendência para a erosão. Os mais jovens já não pensam como as anteriores gerações, etc. Mas este tipo de mudança é muito lenta e não é ainda para amanhã, claro. Não estamos já em tempos de revoluções.

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  6. Questão: A «evolução histórica» não esconde as mais ou menos abruptas regressões? E um aplauso ao comentário de Jaime Santos.

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  7. Anónimo10:03

    "A «evolução histórica» não esconde as mais ou menos abruptas regressões"

    Regressões ou progressões. Depende. Eu diria, em geral, progressão. A sociedade em geral, na qualidade de vida dos cidadãos, está muito melhor do que no século XIX. Não acha?

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  8. Anónimo09:45

    Corremos então o risco de falhar aquela velha previsão de um dia termos apenas cinco reis: o de espadas,o de copas, o de ouros, o de paus e o de Inglaterra ? !!!!

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