Os números são claros. No termo da primeira volta das eleições legislativas, a esquerda francesa tem menos de 6% de votos do que a extrema-direita. Há cerca de 30% de votos nas mãos do centro e da direita democrática. Estes não conseguirão governar, mas estará nas suas mãos o futuro imediato da França. Respeitarão eles o princípio republicano (a expressão, em França, tem pouco a ver com o seu significado em Portugal) de barrar o caminho à extrema-direita ou serão tentados pelo abismo, pelo repúdio primário da esquerda?