Respeita-se a indignação e a revolta impotente das pessoas face às graves consequências humanas que a guerra na Ucrânia está a ter. Mas apela-se a um mínimo de racionalidade: se acaso a NATO tivesse a tentação (e conseguisse gerar no seu seio o que se sabe hoje ser um impossível consenso) de intervir diretamente no conflito, combatendo ao lado da Ucrânia contra a Rússia, dar-lhe-ia uma escala europeia e até global, pelo que a dimensão da tragédia atual seria multiplicada por números inimagináveis.