Não concordo com quantos acham inadequado o aviso feito pelo presidente da República de que não deixará que esta maioria venha a gerar um outro primeiro-ministro, em caso de saída do atual, a meio do mandato. É bom que o presidente diga agora o que poderá vir a fazer então. O país e os seus agentes políticos ficam a saber, com frontalidade, com o que podem contar. Isso já aconteceu no OGE e, contrariamente a outros, a mim não me pareceu nada mal que o presidente tivesse avisado a tempo o que faria se ele não fosse aprovado - e fez. Nas últimas eleições, votei no PS na convicção de que iria ter António Costa, e não qualquer outra pessoa, como primeiro-ministro, pelos próximos quatro anos e meio. Não votei para vir a ter uma surpresa.