A Rússia nunca terá encarado outro cenário que não fosse executar uma invasão militar da Ucrânia. Sabia que o ocidente nunca aceitaria as “condições” formais que apresentou e usou um imaginário “genocídio” no Donbass como pretexto puramente artificial. O objetivo da Rússia era destruir as infraestruturas ucranianas, militares e estratégicas, e garantir que a Ucrânia se acomodava a um estatuto de soberania limitada. Conseguiu o primeiro objetivo e pode estar prestes a obter o segundo. Terá, no entanto, de avaliar se o preço que está, e vai continuar a pagar, terá compensado o que obteve ou obterá.