Ontem foi dia do pai. Não sou pai e o meu já se foi há muito, pelo que nada tenho a comemorar. Lembrei-me, entretanto: na minha infância e juventude, não se comemorava o dia do pai. Havia o dia da mãe, que era em 8 de dezembro, antes de ter migrado de dia, sabe-se lá porquê. Mas “dia do pai” era coisa desconhecida e sempre me cheirou a manobra comercial. Mas acho muito bem que, quem queira, o comemore, se isso lhe dá prazer. Contudo, apressem-se!, antes que isso seja proibido pela nova linguagem “inclusiva” que, para evitar discriminações, pretende anular referências ao género da paternidade. Essas novas regras estão aí a chegar, em força. Por isso, com uma imensa ironia, aviso disto “todas e todos”, como a novilíngua parece obrigar.