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terça-feira, janeiro 28, 2020

Confissão

 
Abomino gelatina. Nunca achei a menor graça àquela coisa tremelicante, de gosto duvidoso, que alguns se obstinam em servir, em certas ocasiões. O aspeto até pode ter a sua graça, mas eu não me alimento de graças.

Quando era miúdo, a minha mãe, nas festas que organizava para os meus aniversários, tinha por hábito rechear de gelatina colorida metades de laranja, retirando antes o seu interior, que imagino ia parar a sumos ou a saladas de fruta, partindo depois aos gomos essas metades. Eu nem tocava naquilo! Vivia na esperança de que os meus amigos de escola primária, convidados para aqueles lanches, se deliciassem e atulhassem com aquela coisa de cor viva, deixando-me a mim um maior usufruto das sandwiches, das bolachas, dos pudins, dos bolos, dos chocolates e de outras coisas verdadeiramente sérias.

Sei lá bem porquê, precisamente na data que é a de hoje, senti uma forte vontade de comer uns gomos de gelatina colorida em casca de laranja, como aqueles que a minha mãe preparava nesses dias que então eram de festa. Às tantas, isto deve ser da idade!

Ambiguidade

Corre por aí um modelo para ninguém perder a face na questão da Gronelândia.  Os EUA obteriam a propriedade das bases no território, o qual ...