Pode ver e ouvir aqui a minha conversa com Pedro Bello Moraes, sobre as eleições francesas:
Nela tive oportunidade de dizer que não me revejo minimamente na ideia de que a política francesa esteja polarizada entre a extrema-direita e a extrema-esquerda.
De facto, num dos polos está a extrema-direita, com a sua agenda excludente, xenófoba, em suma, sinistra, perante os valores da decência, europeus e humanistas.
Porém, do outro lado não está apenas uma agenda com atores extremistas - embora também esteja. Há por ali socialistas, ecologistas e até um Partido Comunista que, nos dias de hoje, tem como bandeira um programa sensato e nada radical. E, de caminho, lembrei que a esquerda foi responsável por muitos e bons anos de gestão governativa em França.
Mas disse mais: sublinhei, nessa conversa, que por muito que algumas das propostas da "esquerda da esquerda" me possam ser alheias, eu não equiparo nunca a extrema-direita à extrema-esquerda. Em França ou em Portugal.
A propósito, recordo um texto com mais de quatro anos, em que falo disto. Leiam-no aqui: https://duas-ou-tres.blogspot.com/2020/02/extremos.html