domingo, 26 de setembro de 2021

Unir as nações


Muitas pessoas se interrogam sobre a razão pela qual, todos os anos, em setembro, chefes de Estado e de governo, ministros e suas comitivas rumam para Nova Iorque, para a Assembleia Geral das Nações Unidas. Sabe-se que alguns, ”de fora”, acham aquilo um espetáculo dispensável, uma “feira de vaidades” sem sentido, uma perda de tempo e dinheiro.

Há pouco, encontrei esta fotografia que ajuda a responder, em parte, à questão. A imagem mostra as divisórias montadas na sede da ONU, para encontros bilaterais, que duram, em média, 20 minutos cada. Cada um daqueles espaços tem uma agenda, com marcação prévia, com a devida antecedência. Dentro estão sofás e cadeiras. Fora estão a segurança e os assessores dispensáveis para a ocasião.

Uma das funções da semana ministerial da AG da ONU é precisamente proporcionar aos responsáveis políticos a possibilidade de se encontrarem frente a frente. São muitas centenas, se não milhares, as reuniões que assim se processam, naqueles dias, no “palácio de vidro”. Em algumas horas, é possível desenvolver um conjunto de contactos que ajudam a resolver uma imensidão de problemas. Desta forma se evitam viagens entre países, perdas de dias de trabalho, e até se limita fortemente a “pegada ecológica” das viagens aéreas entre capitais. 

E não me venham com a história de que, no futuro, tudo se fará à distância, em modelo de conferência Zoom ou similar! Só quem não conhece a realidade da vida internacional pode pensar que alguma vez o contacto pessoal é totalmente substituível.

As nações não estão sempre unidas e a diplomacia existe para tentar lutar contra isso.