sexta-feira, 3 de setembro de 2021

“A Arte da Guerra”


Naturalmente, tratamos do Afeganistão, mas também falamos do agravar das tensões diplomáticas entre Marrocos e a Argélia, bem como do significado político da agenda anti-vacinas e as suas possíveis relações com a extrema-direita internacional. Tudo isto no “A Arte da Guerra” desta semana, na plataforma multimédia do “Jornal Económico”, na conversa com o jornalista António Freitas de Sousa.

Pode ver aqui: https://fb.watch/7NOdfTF9lA/

1 comentário:

AV disse...

Ouvi com interesse, como sempre. Duas notas:
- o desastre da saída do Afeganistão é também o desastre da sua ocupação mal sucedida; tem-se insistido muito na ideia da legitimidade da invasão do Afeganistão; pouco se tem discutido sobre a eficácia a as suas consequências; não diminuiu o terrorismo, antes pelo contrário, nem criou estruturas sustentáveis, como está à vista; mais, a bases terroristas foram apoiadas e treinadas por países amigos dos Estados Unidos na região;
- quando se diz que a liderança do Afeganistão abandonou o país, e o exemplo superlativo disso foi a declaração ignóbil de Joe Biden de que os militares e políticos Afegãos não estavam preparados para lutar pelo seu próprio país, é preciso ter em conta que Trump passou a negociar a dois com os Taliban no Qatar e que, ao longo da ocupação do Afeganistão, o treino de militares, de forças de segurança e da polícia, foi substancialmente delegado pelos Estados Unidos e pelas próprias Nações Unidas para empresas militares privadas, muito bem pagas e sem quaisquer obrigações de prestação de contas a nível político e institucional.