domingo, 19 de setembro de 2021

A conterrânea de Steinbroken



Devo ter ainda numa estante qualquer, já nem sei onde, "A Musa Irregular", de Fernando Assis Pacheco. Há muito tempo.

Há minutos, na "Travessa" (nunca devemos perder a esperança no futuro de um país onde há livrarias que estão abertas ao domingo), vi uma edição do livro de 2019, da "Tinta da China". Compro? Não compro? Dizia na capab"edição aumentada", o que foi um alibi para desculpar a aquisição.

Quando vale em euros uma hora de belo pousio, nesta tarde de sol estupenda (a palavra já se usa pouco, mas tem uma sonoridade que me agrada), ali no Príncipe Real? Mas será que há lugares nos bancos de jardim ou a chusma de franceses que por aí anda e as holandesas de perna ao léu já terão ocupado tudo? Mas vale, com certeza, o preço deste livro de um poeta que me deu sempre muito gozo ler e que tenho a sensação de que escrevia com um prazer imenso. 

Comprei e fui lendo - em voz alta, porque gosto da poesia falada, mas em tom suficiente baixo para não parecer maluquinho diante de quem passava. E não é que, na página 243, dei com um poema a uma "pen pal" finlandesa?! 

É que eu, ao tempo da minha juventude mais jovem, também troquei cartas (julgo já ter contado isso por aqui) com uma loirita gordaça da terra de Steinbroken, da qual, ao contrário de Assis Pacheco, nem por sombras me apaixonei. Não era com certeza a mesma, porque me recordo que finlandesas à procura de correspondentes latinos era "mato", à época. E logo a nós, que, por essa altura, só sonhávamos com suecas! 

Aqui fica a inveja assumida a quem fez os "versinhos".