Sai do governo, nesta nova etapa, o meu amigo Capoulas Santos. Há quase um quarto de século, estivemos juntos em dois governos, ele inicialmente como secretário de Estado de Gomes da Silva, depois ele próprio ministro.
Por mais de cinco anos, encontrámo-nos muito nas lides europeias, onde a Agricultura é uma temática da maior importância, representando uma fatia muito significativa dos fundos recebidos por Portugal. Guardei uma grande admiração pela competência e pertinácia de Capoulas Santos. Os excelentes resultados que o nosso país quase sempre conseguiu obter, numa Política Agrícola Comum que não estava originalmente desenhada para os nossos interesses, muito se ficam a dever a este político de imagem modesta e de grande eficácia funcional.
Há semanas, cruzei-me com Capoulas Santos, algures no seu Alentejo. Foi então, com surpresa, que o ouvi dizer-me: “Um destes dias, tenho de ir consigo a Vila Real. Tenho lido tantas histórias que você tem escrito nas redes sociais sobre a cidade, que tenho a impressão que já a “conheço” muito bem. Mas precisamos de ir lá juntos, para eu apreciar melhor”.
Não se admirem se, um destes dias, eu e Capoulas Santos estivermos sentados na Pastelaria Gomes, para um covilhete ou uma crista de galo.
