Hoje é o dia da exumação do corpo de Franco, o último ditador de Espanha. Sai finalmente do Vale dos Caídos, onde estava desde a sua morte, em 1975, local que se transformara numa romagem dos saudosistas do seu regime.
Aos impenitentes nostálgicos do franquismo, que também por cá os há, aconselho agora duas alternativas: ou uma visita à casa de Ferrol onde nasceu aquele que viria a ser o Caudillo (de que deixo uma imagem, para que não se percam) ou um almoço na Casa Olga, em La Guardia (A Guarda, para quem respeitar o galego).
Nesta última, um local cheio de memorabilia franquista, irá cruzar-se com a dona, uma fascista ferrenha, a cantar por entre as mesas o “Cara al Sol” e outras canções da Falange. Ah! Mas nem lhe passe pela cabeça trautear por ali versões republicanas do “Ai Carmela”, principalmente as que falam de “la mujer de Paco Franco...” ou sequer entrar com o “El País” debaixo do braço. É que os socialistas (já para não falar dos comunistas) estão banidos por lá. Ou melhor, só como clandestinos “voyeurs” é que podem ir àquele patético parque temático do Fascismo espanhol. E não se come por lá grande coisa, também posso garantir...
