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sexta-feira, outubro 25, 2019

Draghi


Ninguém dava nada por ele, quando chegou. Era italiano, o que, a olhos do Norte, significava uma potencial falta de rigor, laxismo, complacência com o despesismo. Mas foi a sua palavra, o seu famoso “whatever it takes” para preservar o euro, que garantiu uma espécie de escudo visível que compensou as hesitações políticas dos líderes europeus, no seu atraso no completamento da União Bancária.

Uma certa escola de pensamento, que por cá também tem os seus cultores, acha que o “quantitative easing” abafou a rentabilidade dos bancos e reduziu a pressão para as reformas nos Estados. É a doutrina de quem sabe que, por si, pode viver bem com inflação e juros altos, de quantos se não importam de ver a austeridade a aplicar-se sempre aos mais fracos, dos que acham legítimo sacrificar a geração que aí está no altar liberal de uma nova espécie de “amanhãs que cantam”. Draghi não foi desses.

Ou muito me engano ou ainda vamos ter muitas saudades de Mario Draghi!

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