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sexta-feira, dezembro 08, 2017

Soares sempre!

Um largo grupo de amigos reuniu-se hoje num almoço rememorativo de Mário Soares. 

Tenho, às vezes, a pretensão de conhecer muito do que de importante existe, em matéria de imagem e escrita, sobre a nossa História contemporânea, mas, frequentemente, tenho surpresas. Aconteceu hoje.

Durante a apresentação de um filme sobre Mário Soares, foi mostrado um pequeno apontamento, gravado nas instalações da RTP, ainda antes do 1° de maio de 1974, em 29 ou 30 de abril. 

No que nele disse, Soares revelava ser aquela a primeira vez, em mais de três décadas de vida política, que tinha a oportunidade de utilizar aquela (então) única antena televisiva. Era uma mensagem fortemente política e significativa.

O mais interessante foi o facto de Mário Soares, nesses breve minutos, ter manifestado a sua concordância com a designação de “primeiro de maio vermelho”, que alguns pretendiam dar à grande manifestação que o povo português iria afinal protagonizar, em fantástica calma, escassas horas depois.

Soares afirmava, nessa intervenção, que não de importava que a data fosse “vermelha”, mas lembrou que esse vermelho deveria ser o das papoilas do Alentejo ou dos cravos oferecidos pelo povo, dias antes, aos soldados da Revolução. Soares acrescentava: “mas não queremos o vermelho do sangue”, porque a Revolução foi feita para a paz.

Foi uma bela homenagem, a que muitos lhe fizemos hoje. Todas lhe são devidas, porque cada uma delas é também uma homenagem à democracia que ele muito ajudou a construir.

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