quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

No ano da morte de Mário Soares

Mário Soares comemoraria hoje o seu aniversário. Recordo-me da festa que lhe foi feita nos 80 anos e, em especial, da bela ocasião que foi o almoço comemorativo dos seus 90 anos, tendo ainda a seu lado essa também imensa figura que foi Maria Barroso.

Portugal é um país feliz por ter podido contar com uma figura como Mário Soares, na sua História contemporânea. Devemos-lhe o desenho político do regime que hoje nos governa, como já lhe tínhamos ficado a dever a sua coragem na luta contra a ditadura. Soares deu-nos lições de bom-senso, de profundo sentido democrático, de tolerância mas também de grande determinação na defesa de valores e de princípios que hoje são estruturantes da nossa vida cívica coletiva.

Neste que, repescando Saramago, é “o ano da morte de Mário Soares”, apetece-me dizer, com a alegria de quem teve o privilégio de ser seu amigo: “Viva Mário Soares”.

7 comentários:

Manuel do Edmundo-Filho disse...

A democracia (e claro, Portugal) muito deve a Mário Soares. Cometeu uma omissão de monta em minha opinião: nunca ter reconhecido, como fez Melo Antunes (a quem Portugal e a democracia muito devem também, que em relação à descolonização podia ter feito melhor. Insistiu sempre na sua exemplaridade...

Zédumar disse...

VIVA !

Carlos Cotter disse...

Viva!

Retornado disse...

A Mário Soares qualquer trapinho lhe fica bem, qualquer boca dele faz fé.
Sobre a descolonização exemplar, "isto é assim, em democracia, se o Algarve pedir a independência temos que lha dar", é uma das máximas que a memória cirurgicamente faz esquecer.

Já a Maria de Jesus também teve uma boca santa, em Santa Apolónia no desembarque: "Agora não precisamos emigrar mais".

Muita gente pensou que se referia a todos os portugueses e as pessoas ficaram felizes e cheias de fé, que não era só para ela e família.

Enfim...! fiquemos por aqui, porque a história só se escreve uns bons anitos após.

Anónimo disse...

Ehhhh
So tenho estas palavrinhas a dizer acerca do defunto

Rui Mateus Livro Contos Proibidos

Joaquim de Freitas disse...

Apesar dos erros ( quem nao os cometeu)devemos-lhe a Liberdade e a Democracia porque soube optar no momento exacto, para o bem de Portugal.

Anónimo disse...

Viva!
Francisco F. Teixeira