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segunda-feira, dezembro 04, 2017

Eurogrupo, mentiras & Mendes

Cada dia que passa, tendo a ser muito cuidadoso quando leio uma notícia mais ou menos surpreendente. De imediato, verifico qual o órgão de comunicação social que a difundiu, porque, cada vez mais, a verosimilhança da informação depende muito, aos meus olhos, da credibilidade de quem a transmite. Estou mesmo convicto de que, no mundo de "fake news" que aí anda, esse vai ser o critério e o caminho do futuro.

(Regressamos, de certo modo, ao velho método de classificação de notícias que aprendi nas informações militares, que hierarquizava as fontes de A a E, em ordem decrescente de credibilidade da fonte, e as notícias de 1 a 5, conforme a sua decrescente verosimilhança. Um dos meus chefes dizia que A1 era uma notícia que nos era dada pela nossa mãe, que um E5 era uma "boca" do maior mentiroso que conhecêssemos e que "o nosso dia-a-dia é feito de C3". Tinha razão.)

Vem isto a propósito de Marques Mendes não ter acreditado na notícia que o 'Expresso" publicou no dia 1 de abril, sobre o facto de Mário Centeno ter sido sondado para a presidência do Eurogrupo. Eu também li a mesma notícia, mas vi quem a assinava: Luísa Meireles. Fiquei perplexo. A mim, tal como Marques Mendes, também me custava muito a crer que Centeno pudesse algum dia vir a presidir àquele órgão, mas a circunstância da notícia estar assinada por Luisa Meireles criava-me um conflito interior. É que eu conheço muito bem o rigor da jornalista, que sabe do que fala e não difunde "bocas". Se ela escrevia aquilo é porque havia algo de sólido por detrás. Ainda pensei telefonar-lhe, mas ela nunca revelaria uma fonte. Porém, para mim, independentemente da fiabilidade da fonte de Luisa Meireles, a hipótese continuava a ser implausível, e vivi até ao fim agarrado a esta posição. Que estava errada. Ainda bem.

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O governador do Banco de França decidiu sair e disse isto:  "Mes près de onze années à la tête de la Banque de France et au service de ...