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sábado, dezembro 16, 2017

Saudades de Paris?


Por um qualquer fenómeno que não consigo explicar, mas que sempre me serenou os dias, nunca senti a menor saudade dos tempos que passei pelas cidades onde vivi. “Fechei” sempre bem todas essas experiências, trouxe delas amigos que as “prolongam” e algumas histórias na memória. Às vezes, contudo, surgem pequenos pormenores que me acordam uma inevitável nostalgia.

Foi o caso de hoje, ao ter conseguido comprar, aqui em Lisboa (milagre dos milagres!), uma razoável baguette de pão. Lembrei-me então - isso sim!, com saudade profunda - das baguettes de Paris, de sair da loja com elas ainda quentes, da sua textura estaladiça, do seu sabor único (em especial do delicioso crestado dos extremos), do prazer de as ir “debicando” pela rua, enfarinhando o sobretudo, sob o olhar divertido (mas também indiferente, porque essa é a graça de Paris) dos passantes. 

É que o pão “de rua” traz em mim memórias antigas, das padarias que também “cediam” manteiga, pelas madrugadas: a da rua Alexandre Herculano, em Vila Real, a do Cais Novo, em Viana, uma que havia na rua do Breyner, no Porto e outra em Santa Catarina, em Lisboa. Não eram baguettes, era pão “de bico” saído diretamente do forno, embrulhado sabe-se lá como (bom dia, Deco e Asae!), que sabia pela vida! Há dias, reparei que, do lado contrário do quarteirão onde vivo, existe uma padaria a funcionar pela noite dentro. Ando cá com uma vontade de dar lá uma saltada, uma destas noites...

Paris? Qual Boulevard Saint-Germain, quais livrarias, qual Lipp, qual carapuça! Do que eu tenho saudade é do pão!

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