26.12.17

26 de dezembro


Foi há uns bons anos. Íamos de viagem e lembrei-me de um restaurante de que ouvira falar, numa localidade que ficava em caminho. Telefonei a reservar. Pela reação do meu interlocutor, percebi que devia ter poucos clientes. Era 26 de dezembro, dia seguinte ao Natal.

O restaurante era numa moradia isolada, com as várias dependências da casa transformadas em salas de refeição, dotadas de certa privacidade. Hesitando entre duas áreas, que estavam desertas de clientes, sentámo-nos onde nos apeteceu, nos muitos lugares disponíveis. 

Contudo, ninguém aparecia. Minutos passados, levantei-me e fui pelo corredor. Encontrei uma pessoa que me pareceu ser o dono. Desculpou-se com a falta de pessoal, após um feriado. Pelo barulho, deduzi, contudo, que havia outros clientes, "lá dentro", em área mais próxima da cozinha.

Decorrido algum tempo, tivemos finalmente os menus. Lá conseguimos pedir os pratos, com todo o resto (pão, couvert, lista de vinhos) a chegar com imensa dificuldade. Mas acabámos por ser servidos. Depois, foi uma longa espera. Ninguém vinha atender a mesa. 

Para grandes males... Decidi telefonar, pelo telemóvel, para o próprio restaurante. Respondeu-me a voz do cavalheiro de sempre. "Somos os clientes da sala de entrada. Pode vir atender-nos?" O homem nem queria acreditar, mas logo se despachou pelo corredor, chegando com um sorriso embaraçado, com menus na mão.

Dia 26 de dezembro, com a "ressaca" do Natal, é sempre uma data complicada.

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