Ontem, no “Público”, João Miguel Tavares escrevia coisa espantosa: ”Acredito que o dever de quem escreve nos jornais é, em primeiro lugar, denunciar o que está mal. Mas pode - e deve - haver exceções”.
Não sabia. E gostava de saber se as pessoas, ligadas ao jornalismo, que acaso leem esta página concordam com esta asserção perentória que ajuda muito a explicar o caráter maioritariamente negativo do que surge na nossa comunicação social, a propósito do nosso dia-a-dia.
Para mim, como leitor, gostaria de ver uma comunicação social que, sem esconder e sabendo revelar com rigor o que vai mal por aí, desse igual destaque ao que vai bem, ao que melhora, transformando-se num instrumento da esperança no futuro.