quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Navegação gastronómica

Um restaurante caro é um restaurante ao qual se exige uma refeição memorável, que saia da banalidade e nos deixe vontade de voltar, mesmo sabendo nós que o preço torna difícil que isso aconteça com frequência. Com o turismo a ajudar, alguns restaurantes estão, cada vez mais, a “meter a mão”. Há preços estúpidos e, em alguns casos, só pagos por gente que se lhes equipara.

Nas últimas duas semanas, estive (à minha custa, diga-se), em três restaurantes desse nível, em Lisboa. Em todos os casos, saí de lá arrependido da visita. 

Nas três ocasiões, a comida não estava a grande nível, nem o serviço foi excecional. Num deles, o barulho na sala era imenso, noutro, as cadeiras eram incomodíssimas. Num deles, um empregado servia pela frente das pessoas, noutro, uma empregada tratava os clientes por “você”. Em dois casos, tive de pôr travão à compulsão para manterem os copos cheios (e procurar afanosamente abrir novas garrafas...) As gorjetas finais ressentiram-se dessas falhas no serviço, claro. E foi deixada (com a simpatia compatível com a conta acabada de pagar) uma opinião (relativamente) sincera, no final da refeição. 

Contudo, não cheguei a fazer como um amigo que, quando não gostava de um restaurante que acabara de conhecer, dizia, à saída: “Vim cá três vezes!” Perante o sorriso de satisfação dos proprietários, esclarecia: “A primeira, a única e a última!” Nunca tive lata para dizer uma coisa parecida, mas, a estes três (caros, repito) restaurantes (um renovado e dois novos), só voltarei quando me esquecer da vez que lá fui. E, para tentar evitar que isso aconteça, deixo isto aqui escrito.

Não refiro os nomes dos restaurantes (nem por mensagem privada, desde já aviso), porque os gostos são de cada um e há negócios e empregos que não tenho o direito de pôr em risco com os meus (discutíveis) humores gastronómicos. Este espaço ainda não é de serviço público, mas apenas para desabafos privados.

8 comentários:

Anónimo disse...

vexa partilha apenas com os seus leitores a sua rabugice, diz de quê, mas nao diz de quem.

se tivesse deixado algumas pistas ainda este que o lê, e eventualmente outros, poderiamos tentar adivinhar as tascas que o atazanaram. Mas sem uma direcção, uma indicação, que pretende vexa que façamos?

um simples acenar de cabeça? que admiremos a verdade formal e certeira que vexa expoe e que se aplica a tantos restaurantes?

ou a jogada é mais fria, e vexa como fino diplomata o que prentende, nao é expor-se a si, mas expor os outros. Fulano de tal vendo este texto bem vazio de exemplos logo dira, "olhe eu ainda outro dia fui ao ***** e o serviço era péssimo", "no **** as papas de sarrabulho sabiam a bacalhau", " a adega do **** esta cada vez pior". E deste modo, nao fazendo vexa o favor, fazem-lhe aqueles que o lêem.

O seu texto nao sera assim senao uma esparrela para permitir a vexa ficar servido daquilo que aqueles tao fieis leitores que nos somos, buscamos.

E bem tera razao vexa, que o espaço nao é de serviço publico, pois se o objectivo é servi-lo a si!...


cmptos








Francisco Seixas da Costa disse...

Ao Anónimo das 19:26. O que quis fazer foi alertar para o facto de que, no que de novo (e caro) por aí anda, há muito gato por lebre (longe vá o agouro!). Só isso! O resto são exercícios de estilo, que lê quem quer, não é?

Anónimo disse...

Eu deixei-me há alguns anos de restaurantes caros, pelo simples facto que, atualmente, todos eles, para mim, são caros.

Salvo quando vou com o meu sogro., que gosta de comer e, quando a sogra deixa, beber bem.

Tais contingências obrigaram-me a selecionar com muito cuidado os restaurantes que frequento: 1º doses abaixo dos 12 euros (devia ser 10, mas há, por enquanto, pratos imperdíveis a 10,80 € ou a 11,30 € ); 2º Vinho da casa escolhido com algum carinho pelos clientes (por exemplo, um Merino tinto, que, apesar de barato, cai-me sempre bem) e em copo que se veja, que as taças são um roubo; 3º razoáveis pratos de peixe (um cação na caçarola ou umas sardinhas alimadas (receio ter comido as últimas neste verão)). O café aceitável, um digestivo por conta da casa, uma palavra amiga, guardanapos de pano e toilette limpo, são acréscimos a ter em conta.
Dito isto, aconselho-o a visitar a Adega de Reguengos, nas Casa Velhas, lá para os lados do Monte da Caparica.
Mas não diga a ninguém, pelo que prefiro que este comentário não seja publicado.
Depois me dirá.

Luís Lavoura disse...

Como é típico dos socialista, e ao contrário dos liberais, o Francisco dá prioridade aos produtores sobre os consumidores. Ou seja, se há um restaurante que serve mal e engana os clientes, o Francisco não denuncia esse restaurante, para não pôr em causa a empresa e os seus empregados, e marimba-se para os futuros consumidores que venham a ser esmifrados por essa má empresa.
É, como digo, típico dos socialistas. Um liberal, pelo contrário, dá prioridade à satisfação dos consumidores e acha muito bem que as más empresas vão à falência.

Anónimo disse...

Mas alguém dá gorjeta?

Anónimo disse...

@Lavoura
Deixa-te de tretas.

"Um liberal, pelo contrário ... acha muito bem que as más empresas vão à falência"
Sim as empresas e as familias, ja os bancos e seguradoras é que nao ,para esses o estado ate deve endividar-se para os salvar. E antes que venham dai mais tretas que foram os socialistas foco os casos nos EUA e Irlanda. Ja da Islandia os ditos liberais nao so nao falam como ate abafam para que caia no esquecimento visto que la 26 banqueiros foram parar com os costados a prisao (O Salgado, o Loreiro, Oliveira e Costa esses liberais onde e que eles estao? ) e em 2015 ja tinham saido da crise.

Anónimo disse...

"Deixa-te de tretas."

ora aqui esta um pouco de cordialidade como ha muito ja nao se ve!

bem haja caro anonimo, nada como resolver os problemas do pais carregando com força no teclado, até que tudo se mude e altere. o sol brilhara entao para todos nos!. viva a revoluçao e força no teclado!

Anónimo disse...

@Anónimo 27 de outubro de 2017 às 01:01

"sol brilhara ... viva a revoluçao ... força no teclado"
ehehehe isso e so defice de compreensao ou e defice de compreensao e carregadinho de alcool?

Revolução, boa. Olhe o liberal querido pregador de Massama mais conhecido por pedro passos coelho ppc que e parecido com pcc de partido comunista chines quando pensou em privatizar a edp nacionalizou-a ao partido comunista chines. Com os liberais ca da terra quem precisa de revolucoes ?