segunda-feira, outubro 16, 2017

Incêndios


Atravessei ontem parte do país, nas piores horas dos fogos. Cruzei-me, ao longo de autoestradas e de estradas secundárias que por vezes fui forçado a seguir em alternativa, com dezenas de fogos, que se sucediam num ritmo incrível e quase surreal. Senti o clima sem pinga de humidade, o vento forte que fazia aproximar as chamas da estrada, mudando de sentido de quando em quando.

O ordenamento das matas é o que é, os meios de combate disponíveis são finitos, a conjuntura climatérica que vivemos é de uma reconhecida excecionalidade. Nenhum país do mundo está preparado para ocorrências destas dimensões. Como se vê, aqui ao lado, em Espanha.

Percebo a tentação para fulanizar politicamente as culpas, mas entendo que se trata de um ato de despero sem sentido tentar encontrar culpados fáceis naquilo que a natureza nos impõe, por estes dias, como quase inevitável.

Sttau Monteiro

Há dias, fui com amigos almoçar a Alcabideche. A expedição tinha um propósito simples e sério: um cozido à portuguesa num restaurante que el...