terça-feira, 24 de outubro de 2017

Frente e verso

Os Estados Unidos são dirigidos por uma figura sinistra, que dá alento aos grupos de extrema-direita e não se arrepende de graçolas machistas. Os Estados Unidos têm em curso uma saudável denúncia do assédio e exploração sexista, que tem exposto figuras do “establishment”, mesmo daquele que tinha as mais sólidas credenciais de proximidade aos Democratas. Há duas Américas.

Portugal é dirigido por um governo de raízes fortemente progressistas, com um suporte parlamentar onde é possível encontrar forças com uma agenda muito avançada em temas vulgarmente chamados de fraturantes. Portugal revela, na sua magistratura, pulsões medievais, moralismos ridículos, que trazem para a jurisprudência sinais, velhos e relhos, de um outro tempo. Há dois Portugais.

10 comentários:

Anónimo disse...

Muito bem

Francisco Seixas da Costa disse...

Saiu "jurosprudência", como me avisou um amigo. A palavra até estaria certa se eu estivesse a referir-me à política de juros do BCE...

Helena Sacadura Cabral disse...

Bem pouco prudentes, aliás...

Anónimo disse...

Sr. Embaixador, não vamos deixar que duas ou três árvores cheias de fungos escondam a floresta !

Anónimo disse...

apesar de me parecer serem ligeiramente mais, estou completamente de acordo com @ anonim@ das 22:06

Anónimo disse...

A alegórica fundamentação do Juiz não fica nada atrás de uma qualquer rábula do saudoso Raul Solnado!
Mas dizer que “Portugal é dirigido por um governo de raízes fortemente progressistas, com um suporte parlamentar onde é possível encontrar forças com uma agenda muito avançada em temas vulgarmente chamados de fraturantes”, País em que foi aprovada uma lei (fraturante) que permite os animais “irracionais” (“?”) frequentarem restaurantes e, se calhar, comer de faca e garfo e guardanapo, emparelha muito bem na cena hilariante!

Luís Lavoura disse...

Com a relevante diferença de que, nos Estados Unidos, os juízes que escrevem alarvidades podem ser chutados para fora do assento pelo voto popular. Em Portugal, temos que os aturar até à reforma (e, depois dela, ainda temos que lhes pagar fortemente). Escrevem o que bem lhes apetece, julgam como lhes dá na real gana, e nós não lhes podemos fazer nada.

Luís Lavoura disse...

País em que foi aprovada uma lei (fraturante) que permite os animais “irracionais” (“?”) frequentarem restaurantes

Vale a pena referir que essa lei fraturante não parece ser tão fraturante assim, uma vez que foi aprovada, ao que consta, sem votos contra sistemáticos de nenhum partido.

Se fosse uma lei fraturante ou extremamente progressista, seria de esperar que os partidos de direita votassem maioritariamente contra ela. Não foi isso que ocorreu. Pelos vistos, em todos os partidos os animais irracionais gozam de grande estima.

Anónimo disse...

Pois, vá lá perceber-se isso! Deve ser uma fratura entre a Assembleia e o Povo!
Também estou convicto que isso represente qualquer sentimento de estima pelos animais irracionais. Caso contrário teriam que desligar os mata moscas implantados nesses locais
Convicções!
Mas para mim é tão hilariante como os comentários do Juiz! A Bandeiras despregadas!

Anónimo disse...


Para um não-politisado como eu, quantos mais portugais houver maior pluralismo teremos. Se dois são muitos para os politisados, já não sei. Nisto das bipolirizações as coisas nem sempre correm bem em política. A população pode-se cançar das sempre mesmas modinhas com desafinações à mistura.