segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Catalunha

O modo infeliz como as coisas correram na Catalunha afetou a autoridade do governo central espanhol e estimulou a causa independentista.

Nada que não fosse expectável.

13 comentários:

Anónimo disse...

Ora essa, qual é o problema?
A seguir, instauram-se dois milhões de processos judiciais por sedição mais uns quantos milhares por traição da polícia, mais umas centenas por colaboracionismo dos jornalistas e, se tudo correr bem, há gente entretida nos próximos cento e cinquenta anos.

Entretanto, e para que os amigos da Espanha não fiquem sem diversão, avança-se com o exército, ocupa-se as instituições catalãs e manda-se o Barcelona para a 3ª divisão.

Tudo a coberto da Consituição. Ámen.

Portugal, claro, continuará calado, como bom ratinho amestrado.

Anónimo disse...

Existe sempre alguém com $$$$$ por trás, e não são europeus !!!!!

Anónimo disse...

Segundo Sarsfield Cabral, há cumplicidade dos jornalistas...
Calculo que o senhor em questão ache que os ditos deviam ter ido compor as bancadas do Camp Nou em vez de andarem a filmar o que se passava na rua. Estes jornalistas! Era uma carga de porrada neles!!!

Anónimo disse...

O que se passa na Catalunha é claramente um total desrespeito da constituição espanhola e do próprio estatuto de autonomia por parte de alguns "iluminados" que, quando a lei não lhes convém a querer quebrar e desrespeitar.

Isso é uma violação elementar do Estado de Direito Democrático e da própria democracia e não pode ser aceite.

As leis têm um processo próprio de alteração, que não passa pelas ruas e pelas mãos de demagogos.

Anónimo disse...

"O que se passa na Catalunha ..."-segundo a sua perspectiva ainda seriamos alegremnte espanhois.

O sua idolatria pela lei ep pela ordem faz com que nao tenha reparado na pequena brutalidade que aconteceu anteontem na catalunha.

Vexa esta a fornecer argumentos para justificar uma acçao policial completamente desmesurada.

O que se passou domingo tem que ver com franquismo e com uma herança do franquismo nao ultrapassada, e isso é muitissimo grave. A questao politica sobre a independencia da catalunha é agora uma questao de segundo plano. Rajoy E O REI conseguiram de arrengimentar uma resposta as tonterias do sr puigmont e ter um comportamento que a muitos lembrou franquistas contra republicanos, criando uma ferida que vai muito para além dos catalaes mas toca a toda a esquerda e republicanos.

Ninguém que viveu um acto assim perdoara.




Anónimo disse...

"As leis têm um processo próprio de alteração, que não passa pelas ruas"

25 de abril sempre

Anónimo disse...

Alguns comentários ao anónimo das 14h04.

A base essencial da democracia é o respeito pelas leis que a regem. Ao tentar fazer um "referendo" que não está previsto nem na constituição, nem na lei os responsáveis políticos catalães estão claramente a violar a democracia.

Veja o exemplo diferente da Escócia, que muito sangue já derramou contra a Inglaterra, que convocou um referendo cumprindo as normas legais e constitucionais.

Por favor não compare a Restauração da nossa independência em 1640. Ela foi feita contra imposições de Filipe III e do seu valido que violaram todas as garantias dadas por Filipe I quando assumiu a coroa de Portugal e a principal era que respeitaria a sua identidade dentro da monarquia hispânica.

Lembre-se também que nessa altura não havia em Espanha, ao contrário de hoje, uma democracia e essa democracia tem regras que devem ser sempre cumpridas, independentemente dos desejos das minorias ou de maiorias oportunistas. Só assim é que a democracia sobreviverá.

Um breve comentário ao anónimo das 14h07, obviamente que quando se está perante uma ditadura o povo deve mexer-se para a derrubar, como foi o que se passou em Portugal em 1974, mas repito em Espanha existe uma democracia e em democracia as leis devem ser cumpridas, pois sem isso a democracia está a ser violada e colocada em risco.

Anónimo disse...

Um povo não pode ser obrigado a acatar as leis de outro!

Anónimo disse...

Caro anonimo das 14h59

juridicamente tem toda a razao etc e tal, mas o problema fundamental, que muito provavelmente nao teria aparecido caso o governo fosse PSOE, é o da violencia policial contra pessoas inofensivas. Caso a Catalunha tivesse declarado independencia uniteralmente eu ainda a poderia compreender, mas neste caso a violencia policial foi um tiro nos pés e a sua causa unica foi a incapacidade do PP a se distanciar da sua herança franquista. Rajoy reabriu, entre outras, a ferida mal sarada do franquismo/republica. O rei tem estado a provar que nao tem lugar na Espanha de hoje.

Pergunta e a Turquia, também é uma democracia? os processos utilizados pelos espanhois nao foram similares aos usados por Erdogan? E na Polonia, a lei nao foi alterada legalemente?

Luís Lavoura disse...

O que se passou domingo tem que ver com uma herança do franquismo nao ultrapassada

Exatamente.

A direita espanhola, nomeadamente o Partido Popular, tem uma fixação no franquismo, em particular no seu centralismo nacionalista espanhol, que ainda não conseguiu psicanalisar e resolver convenientemente.

Então no domingo Rajoy deu este show de força inútil na Catalunha para, basicamente, satisfazer essas pulsões franquistas de boa parte dos seus seguidores - e dele próprio, que, já agora, tal como o próprio Franco era, é um galego.

Joaquim de Freitas disse...

O Senhor Luis Lavoura disse tudo nos dois ultimos paragrafos.

Anónimo disse...

Leiam a crónica do Daniel Oliveira no Expresso.

Anónimo disse...

Eu como sou não-poltizado tenho andado por aqui preocupado com os visinhos da frente dos catalães.
Já pensaram que se os países do outro lado do Mediterrâneo tiverem uma porta aberta na Catalunha, possam assim vir a retomar uma parte da Península.
Mas.... como sou não-politizado, e por isso não "conheço", isto deve ser mais uma "boutade" minha.
Desculpem-me.....