segunda-feira, 2 de outubro de 2017

América

Deve haver algo de doentio na sociedade americana que conduz à regular ocorrência de atos de violência indiscriminada.

De comum, tais ocorrências têm sempre o "espetáculo", as imagens da cobertura televisiva. Será esta (inevitável) visibilidade uma das razões que motiva os criminosos? Ou o culto nacional das armas terá também alguma coisa a ver com isto?

14 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Um dia, há já alguns anos, passei na pequena cidade de Durango, no Colorado. No meio da cidade havia um hotel de alguns andares, e no muro de 15 metros de altura, havia uma pintura mural ilustrando um” Fim de Tarde em Durango”, há dois séculos.

A saída do saloon, dois homens “resolvem” um diferendo criado na mesa de jogo, com o argumento da época: o Colt…Sob o olhar de alguns Índios que por lá passavam e que corriam abrigar-se dos estragos colaterais…

O título do mural explica a América na sua brutalidade. Os diferendos neste país foram sempre tratados desta maneira entre gente de todos s níveis sociais.

Um homem aparentemente pacifico que vai à missa do Domingo, a uma igreja evangélica de Milwaukee, mata sete pessoas, e carrega de novo a sua arma para assassinar mais duas crianças e o avô de 72 anos. E que se suicida em seguida. Etc., etc., etc.
Um massacre entre tantos neste vasto país, 30 000 assassinatos por ano! Em Chicago assassina-se mais num ano que em toda a França.

A América foi parida na violência, no genocídio dum povo, e nunca mais mudou de vida. Ao nível nacional como internacional, a linguagem da violência faz parte da sociedade americana , desde o mais alto nível do Estado.

80 Milhões de armas em circulação, em metade da população americana. Quem não se lembra de Nancy Reagan que confessava dormir com um revolver na mesa de cabeceira…

85% dos assassinatos foram cometidos com armas possuídas legalmente.

E quando se sabe que” só” 160 armas utilizadas em 12 OOO crimes, cada ano, foram utilizadas em defesa própria!

Quando se sabe que neste país, arauto da “democracia”, em 46 estados sobre 50, é legal de passear com uma arma, com a condição que esteja dissimulada!

E que não importa quem, incluindo um aprendiz terrorista, pode adquirir uma arma na loja do lado ou no supermercado! Incluindo armas de guerra.

Claro que é um problema político que nenhum homem político quer resolver, porque ninguém ousa afrontar a NRA, o poderoso lobby das armas.

Porque a NRA, como todos os lobbies americanos, passa por cima da lei.

Porque assassinos como Stephen Paddock, há milhares em liberdade por toda a parte.

Anónimo disse...

O culto nacional das armas e o estatuto quase religioso que a sua posse adquiriu na sociedade norte-americana terão seguramente alguma coisa a ver com isso. O americano está profundamente marcado pelo imaginário dos milicianos coloniais a lutarem pela independência, dos pioneiros a expandirem os horizontes do país, a conquistarem o "Oeste Selvagem", sempre de arma em punho. Tentar de alguma forma restringir ou controlar o direito inalienável do cidadão a adquirir e empregar armas é equiparável ao pior dos sacrilégios. Nada haverá de mais "antiamericano". E chega-se assim ao absurdo de ser muito mais simples e fácil comprar armas nos EUA - mesmo material considerado militar, e não simplesmente uma caçadeira ou pistola - do que alguém com menos de 21 anos conseguir comprar legalmente uma bebida alcoólica.


Luís Quartin Graça

Anónimo disse...

E, pronto! Fala-se de América, lá aparece o Freitas! Ele vive para isto.

Anónimo disse...

Admite-se a possibilidade de S. Paddock não ter sido o "atirador", mas apenas um involuntário, quiçá compelido à força, "facilitador". O atirador, ou os atiradores, devidamente avisados por sentinelas poderiam já ter suicidado Paddock e dessimuladamente abandonaram o quarto do Hotel de onde dispararam. Quando as autoridades policiais chegaram, ao quarto do Hotel, apenas encontraram o cadáver e o armamento.

Anónimo disse...

"3 de outubro de 2017 às 04:44" escreveu mesmo que alguém "suicidou" outrém?

Joaquim de Freitas disse...

O’ »idiot du village » voltou ao blogue do Senhor Embaixador, anonimamente, como de costume, porque a coragem não faz parte das suas qualidades. Leu o tema do blogue, viu “América” e pensou que o Freitas ia aparecer! E não se enganou.

O idiota anónimo não é mauzinho, é inocente, ingénuo, sem defesa, perdido nas suas ideias confusas.
Crê em tudo o que lhe dizem e a sua candura é objecto das troças dos rapazes lá da aldeia.
O idiota foi a uma conferência. Não compreendeu nada, porque é realmente limitado. Não tinha possibilidades de reflectir e sabia-o, porque as pessoas da aldeia lho diziam antes duas vezes que uma.

Todavia, compreendeu pelo menos uma coisa: que não podia compreender, porque não sabia nada sobre o sujeito. Grande passo no caminho do conhecimento: sabe que não sabe nada!
E é por isso que cada vez que lê a palavra “América”, vem cá ao blogue do Senhor Embaixador. Por vezes critica o Embaixador mesmo por trazer temas que tocam ao de leve a América…Porque abre a porta ao Freitas…diz ele !Como um presente de anos…

Levaria tempo e ocuparia muito espaço para explicar, ao idiota, que, como disse um grande diplomata, em muitos aspectos “ a Europa é o idiota do village” global…quando aceita de entrar nos maus golpes contra os seus próprios interesses.

A calamitosa invasão do Iraque, onde a América deixou um campo de ruínas, centenas de milhares de mortos, e uma guerra civil. E que agora os europeus são detestados, assimilados aos yankees. Para que beneficio?

A guerra perdida do Afeganistão, sob pretexto de guerra ao terrorismo, intervenção que gerou na realidade o terrorismo , que atiça o ódio ao Ocidente. Estragos colaterais imensos, blasfémias e sacrilégios, em Abhu Ghraib, um afegão nu, com uma corda ao pescoço, uma trela, como um cão, puxado por uma mulher GI.

Milhares de mortos, país destruído, exangue, arruinado entregue às forças mais extremistas, os Talibã. Belo trabalho.

Folia sem limite, agora é o Irão na linha de mira, esquecendo que há 35 anos foi o Ocidente que pôs os Ayatollahs no poder.
Seguiu-se a Líbia, o ditador foi trucidado e substituído pela anarquia e as lutas tribais.

A Síria, ah o grande “ferrolho” que o Ocidente e o aliado israelita gostariam tanto de fazer saltar…Mas Assad tem o grande aliado eslavo, que observa e age.

Como para a Coreia do Norte, passar da ameaça ao disparo, comporta grandes riscos.
Quando o idiota ler isto, se o Senhor Embaixador o permitir, claro, não compreenderá porque é demasiado complexo para ele.

Então, quando se fala de violência na América, o que se pode compreender é que quando se vive num país onde ela se respira a cada esquina de rua, em cada campus, em cada bairro negro, e sobretudo se a pele é escura ou bronzeada, deve ser difícil de sonhar pacificamente, com a sombra das cruzes do KKK e dos supremacistas nazis e os seus mentores, que plana sobre o palácio presidencial mesmo.

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Francisco
Não podia estar mais de acordo consigo!

Joaquim de Freitas disse...

O’ »idiot du village » voltou ao blogue do Senhor Embaixador, anonimamente, como de costume, porque a coragem não faz parte das suas qualidades. Leu o tema do blogue, viu “América” e pensou que o Freitas ia aparecer! E não se enganou.

O idiota anónimo não é mauzinho, é inocente, ingénuo, sem defesa, perdido nas suas ideias confusas.
Crê em tudo o que lhe dizem e a sua candura é objecto das troças dos rapazes lá da aldeia.
O idiota foi a uma conferência. Não compreendeu nada, porque é realmente limitado. Não tinha possibilidades de reflectir e sabia-o, porque as pessoas da aldeia lho diziam antes duas vezes que uma.

Todavia, compreendeu pelo menos uma coisa: que não podia compreender, porque não sabia nada sobre o sujeito. Grande passo no caminho do conhecimento: sabe que não sabe nada!
E é por isso que cada vez que lê a palavra “América”, vem cá ao blogue do Senhor Embaixador. Por vezes critica o Embaixador mesmo por trazer temas que tocam ao de leve a América…Porque abre a porta ao Freitas…diz ele !Como um presente de anos…

Levaria tempo e ocuparia muito espaço para explicar, ao idiota, que, como disse um grande diplomata, em muitos aspectos “ a Europa é o idiota do village” global…quando aceita de entrar nos maus golpes contra os seus próprios interesses.

A calamitosa invasão do Iraque, onde a América deixou um campo de ruínas, centenas de milhares de mortos, e uma guerra civil. E que agora os europeus são detestados, assimilados aos yankees. Para que beneficio?

A guerra perdida do Afeganistão, sob pretexto de guerra ao terrorismo, intervenção que gerou na realidade o terrorismo , que atiça o ódio ao Ocidente. Estragos colaterais imensos, blasfémias e sacrilégios, em Abhu Ghraib, um afegão nu, com uma corda ao pescoço, uma trela, como um cão, puxado por uma mulher GI.

Milhares de mortos, país destruído, exangue, arruinado entregue às forças mais extremistas, os Talibã. Belo trabalho.

Folia sem limite, agora é o Irão na linha de mira, esquecendo que há 35 anos foi o Ocidente que pôs os Ayatollahs no poder.
Seguiu-se a Líbia, o ditador foi trucidado e substituído pela anarquia e as lutas tribais.

A Síria, ah o grande “ferrolho” que o Ocidente e o aliado israelita gostariam tanto de fazer saltar…Mas Assad tem o grande aliado eslavo, que observa e age.

Como para a Coreia do Norte, passar da ameaça ao disparo, comporta grandes riscos.
Quando o idiota ler isto, se o Senhor Embaixador o permitir, claro, não compreenderá porque é demasiado complexo para ele.

Então, quando se fala de violência na América, o que se pode compreender é que quando se vive num país onde ela se respira a cada esquina de rua, em cada campus, em cada bairro negro, e sobretudo se a pele é escura ou bronzeada, deve ser difícil de sonhar pacificamente, com a sombra das cruzes do KKK e dos supremacistas nazis e os seus mentores, que plana sobre o palácio presidencial mesmo.

Anónimo disse...

O fanático de Grenoble adota nova tática no seu ódio contra os EUA: carrega várias vezes no "enviar" para lucrar com a distração do Embaixador. Comentários repetidos ou uma espécie de estéreo para uma música em mono...

Joaquim de Freitas disse...

OUTRAS VIOLENCIAS NOS USA

O anónimo americanofilo pode emigrar para o seu paraíso, os EUA, mas cuide da sua prostata antes de emigrar.

Non seulement les consommateurs aux Etats-Unis veulent du poulet, ils le veulent bon marché et dans une variété croissante de styles et de formes. Cette demande croissante met l’industrie sous pression et par conséquent, les quatre géants industriels de volaille – Tyson Foods, Perdue Farms, Sanderson Farms et Pilgrim’s Pride – optimise leur résultat en termes de quantité.

Les gens qui ressentent la pression le plus sont les travailleurs à la chaîne dans les usines colossales de transformation. Ils travaillent souvent en dépassement d’horaires à des vitesses vertigineuses pour faire face aux appétits et goûts des américains, avec une seule pause d’une demi-heure par jour, en gagnant moins de 10 $ l’heure.
La pression pour faire face à la vitesse de la ligne est telle que les superviseurs refusent systématiquement les demandes des travailleurs d’aller aux toilettes, selon un rapport d’Oxfam États-Unis dénonçant l’absence de pauses pipi dans l’industrie de la volaille.

Pour éviter l’embarras de devenir tellement désespérés qu’ils urinent ou défèquent sur le sol, beaucoup de travailleurs disent qu’ils sont habitués à porter des couches au travail. « J’ai moi-même dû porter des Pampers, » raconte un travailleur à Oxfam. « et beaucoup, beaucoup d’autres en portaient aussi. »
Les différentes usines et ateliers ont des règlements variés mais le consensus général parmi les travailleurs de la volaille interrogés au cours de l’enquête est que le fait de quitter la ligne de production pour utiliser les toilettes est un privilège et non un droit. Si un travailleur a besoin d’y aller, quelqu’un doit le remplacer sur la ligne jusqu’à ce qu’il revienne. Trouver un remplaçant peut prendre jusqu’à une heure.

Parfois, disent-ils, le remplacement n’arrive jamais.
Un ouvrier à l’usine Pilgrim en Alabama, témoigne à Oxfam que le seul moment où lui et ses centaines de collègues étaient autorisés à utiliser les toilettes était pendant leur pause déjeuner de 30 minutes. Pendant ce temps, ils devaient se dévêtir de son équipement de travail, déjeuner, se mettre dans la file d’attente pour utiliser les WC puis se rhabiller et courir pour reprendre le travail.


Un rapport précédent dénonçait en 2013 la vitesse dangereuse des chaînes de production et l’utilisation de travailleurs « jetables », décrivant des pauses WC limitées à cinq minutes, obligeant les ouvriers à se déshabiller en courant vers les toilettes, une course humiliante mais nécessaire pour respecter le temps imparti. Cette course aux toilettes présentait d’autres dangers car les sols des usines recouverts de graisse, sang, eau et autres liquides, peuvent être glissants. »

Bon nombre des travailleurs soumis à ces conditions font déjà partie d’une population vulnérable, et l’industrie recrute parmi les « populations marginalisées et vulnérables » notait un précédent rapport d’Oxfam Amérique.

Apresento as minhas desculpas ao Senhor Embaixador pela dupla postagem precedente.

Joaquim de Freitas disse...

“Tentar de alguma forma restringir ou controlar o direito inalienável do cidadão a adquirir e empregar armas é equiparável ao pior dos sacrilégios. Nada haverá de mais "antiamericano".

Claro que o Senhor Luís Quartin Graça evoca assim o “Second Amendment, ou a liberdade absoluta de todo americano de possuir armas.

Mas o absurdo desta lei, inscrita na Constituição americana, é que ela não deixa nenhuma alternativa às vítimas, que são assim vítimas desta lei…Onde está a liberdade das 56 vítimas de Las Vegas, e as de Orlando, de Boston, etc.

Anónimo disse...

Ó Freitas, esqueça lá o embaixador, você tem é de pedir desculpas a todos nós por invadir este espaço com o seu fanatismo anti-EUA. Já cheira mal!!!

Joaquim de Freitas disse...

Ao anonimo das 20:42:


Pobre tipo ! Pensar que ainda existe gente desta, que não sabe que os espaços como este, são para debater ideias, todas as ideias, e que o tempo em que se dizia: “Tudo pela Nação, nada contra a Nação”, que permitia reprimir, já passou.

Não sei qual é a proporção de retardados como este na população portuguesa, mas se é grande, não é de admirar a sua classificação na cauda da Europa.

O termo “doentio” utilizado no “post” precedente, com respeito à América, pelo Senhor Embaixador, aplica-se perfeitamente a esta franja da população inculta, mas agressiva, capaz de tudo em certas ocasiões. São os mesmos que observo nas “claques” selvagens dos estádios de futebol, extremistas violentos porque estúpidos, e que por vezes se dizem prontos a morrer pelo seu clube…Não muito longe dos fanáticos de Daesh, por outras razoes!

Tenho a certeza que o idiota que polui este blogue, nem leu o título do ultimo “post” : “ Ter Opinião”. “Não prescindia, em absoluto, do direito a ter uma opinião e dela dar conta pública, quando e da forma como o entendesse.”

Muito bem dito, Senhor Embaixador. Mas os muros são espessos… Mas é o Senhor que tem razao.

Anónimo disse...


"... Far from what the firearms-illiterate media claims, these are not systems that any Joe off the street can just pick up and use to effortlessly mow down 500 people. Running these systems requires extensive training, experience and stamina. It is physically impossible for a guy like Stephen Paddock to operate such a system in the sustained, effective manner that we witnessed, especially when shooting from an elevated position which throws off all the ranging of the weapon system....".

http://www.zerohedge.com/news/2017-10-04/16-unanswered-questions-about-las-vegas-shooting-mainstream-media-doesnt-want-talk-a

A ingnorância não tem a capacidade de se reconhecer.