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terça-feira, julho 12, 2022

O Leixões é que é!


Tenho um amigo que é fanático do Leixões sendo, aliás, nos dias de hoje, um dos sócios mais antigos daquela agremiação matosinhense. Mas ele não é apenas fanático do Leixões, é também a mais fanática pessoa que conheço contra o Futebol Clube do Porto.

Há bem mais de 30 anos, fui almoçar ao “Portucale”, no edifício que é mais conhecido no Porto como a Cooperativa dos Pedreiros. Eu estava numa mesa com o presidente do FCP, Pinto da Costa, e mais duas pessoas. Era uma refeição por motivos profissionais, para a montagem de operações de cooperação através das filiais do FCP nas antigas colónias portuguesa (fizémos o mesmo com o Benfica e Sporting, descansem os mais sensíveis!). O tal amigo leixonense de quem falo - o qual, noto, é um dos meus melhores amigos - entrou na sala. Da mesa, saudei-o, com um gesto. Não retribuiu, pelo que deduzi que me não tinha visto. E seguiu para a sua mesa. Pedi licença às pessoas com quem estava, levantei-me e fui ter com ele. Recebeu-me com ar frio: “Alguém que almoça com um tipo daqueles deixa de ser meu amigo”. Não tenho a certeza que a palavra “tipo” fosse exatamente o termo que utilizou. Passada a falsa zanga, demos um abraço caloroso.

No domingo, jantei com esse meu amigo em Matosinhos (que bem que se comeu no “Gaveto”!). Falou-me dos tempos maus que o seu Leixões atravessa, mas não deixou de lembrar uma taça que, há muitos anos, o seu clube ganhou ao Porto, por 2-0, nas Antas, naquele que foi um dos dias mais felizes da sua vida. O Leixões continua a emocioná-lo!

Ontem, segunda-feira, acabada uma reunião de trabalho, antes de apanhar o Alfa Pendular, de regresso a Lisboa, decidi ir almoçar a uma das catedrais gastronómicas mais apreciadas pelos portistas de gema, o excelente “Líder”, perto da praça Velasquez. Mal entrei, descortinei, numa mesa, Pinto da Costa. Dei graças à sorte pelo facto do meu amigo leixonense, apenas por umas escassas horas, ter falhado mais esse encontro de terceiro grau!

Júlio Isidro

Não sou íntimo de Júlio Isidro, longe disso!, mas conheço-o desde sempre. Da televisão pré-Abril, claro, onde me recordo de o ver fardado e ...