Na UE, 40% das florestas são públicas. Em Portugal, as florestas públicas representam apenas 2% do total.
A experiência mostra que, para muitos daqueles privados que são proprietários dos 98% da floresta portuguesa, o rendimento que com ela obtêm não é suficiente para a conservarem. O Estado, em anos como este, que prometem repetir-se, é obrigado a gastar imenso dinheiro público para ocorrer a incêndios em muitos espaços que não são limpos e muitos dos quais nem sequer se sabe a quem pertencem, por atrasos no cadastro.
Serei chamado de comunista se disser que o Estado deve expropriar já toda a floresta que não é cuidada, por imperativo de interesse público?
