Nem sempre, naquele local da Praça de Londres, existiu um banco. Em 28 de dezembro de 1973, era um “snack-bar”, primeiro chamado “Café Londres”, depois “Café de Paris”. A meio da manhã, dispensado da minha tropa, ali cheguei, sorridente, dizem. Ia de gravata preta. Com um casal amigo, descemos a praça e calcorreámos a avenida Guerra Junqueiro até um cartório que por lá existia. Aí foi celebrado o ato. Aí terminou um namoro de quase uma década. A gravata preta era o luto por deixar de ser solteiro. Os dois amigos passaram a cunhados. Ninguém mais testemunhou. E fomos almoçar a Sesimbra. O cartório já não existe, mas o casamento sim, 47 anos depois. Fica a nota.
