Ontem, estive, por mais de uma hora, num local onde, por lei, é em absoluto interdita a entrada de telemóveis, iPad e coisas similares.
À entrada, um envelope selado recolhe esses nossos pertences eletrónicos, que devem ficar em “modo de voo” e são guardados num cofre.
Que magnífico período de silêncio! Que bom foi ter de “puxar pela cabeça” para me lembrar de alguma coisa, sem ir ao Google! Que bela a sensação de ter a certeza de que a conversa não seria interrompida, de que, nem eu nem os meus interlocutores, teríamos a tentação de olhar os emails ou as SMS!
É claro que, à saída, no parque de estacionamento, passei um bom bocado a pôr a escrita em dia. Mas lá que foi agradável aquele intervalo digital, lá isso foi.
