domingo, junho 12, 2022

Rússias

Putin parece considerar que as áreas da antiga URSS em que, historicamente, vivem comunidades russas cuja identidade é ameaçada pelo modo como se processa a sua inserção local passam a poder autodeterminar o seu futuro, nomeadamente integrando a Federação Russa.

5 comentários:

  1. Anónimo09:56

    Hitler pensava o mesmo acerca dos Sudetas...

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  2. Eu sempre compreendi a Letónia na sua aflição com a presença de russos no território letão constituindo 25% da população e os atritos com a UE sobre este problema. O problema da multiculturalidade agrava-se quando uma das etnias tem uma tradição imperial, como é o caso da russa. Vivem nos países bálticos mas "sentem-se russos", o que quer que isso signifique, e muitos deles não querem aprender a língua identitária do país onde vivem.
    Os norte-americanos "resolvem" isso com um pequeno truque linguístico, existem os latinos descendentes de aztecas e espanhóis, os afro-americamos, os americanos nativos, etc. Os euro-americanos têm o prémio de se designarem por americanos, são os propriamente ditos. Por vezes por "caucasianos" para satisfazer o politicamente correcto e que tem pouco a ver com a identidade europeia, pergunto-me onde será a "Caucásia".

    Na wikipédia diz: "A população de origem letã representa pouco mais de metade dos habitantes do país (62,1%) tendo sido minoritária em Riga, a capital letã por muitos anos, quadro que recentemente tem se alterado gradualmente. Outros grupos étnicos são os de origem russa (26,9%), bielorrussa, polonesa, ucraniana e lituana. Com o objetivo de evitar tensões entre as diferentes nacionalidades, em 1998 os letões votaram a favor de facilitar a obtenção da nacionalidade, o que só foi aproveitado por parte dos imigrantes. Destes muitos continuam a não saber falar Letão. "

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  3. Se fosse só isso, já não era mau. Eu também considero que os catalães têm o direito de decidir sobre o seu futuro, passe embora o facto de que uma consulta referendatária na Catalunha seria apenas a primeira pedra de um dominó que levaria à cisão da Espanha, sabe-se lá com que custos também para nós.

    Mas Putin considera igualmente que cabe à Rússia o direito de ir libertar essas comunidades russas pela via militar, muito embora seja no mínimo questionável se a maioria dessas pessoas expressou qualquer opinião nesse sentido.

    E não me venham falar do referendo na Crimeia. Referendos sob ocupação militar têm o resultado que se conhece, favorecem sempre o invasor. Até Hitler era fã dos referendos...

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  4. jj.amarante

    Vivem nos países bálticos mas [...] muitos deles não querem aprender a língua identitária do país onde vivem.

    Isso é falso. Há não muitos anos estive na Lituânia e perguntei a um lituano (de língua lituana) sobre o assunto. Ele disse-me que todos os russos lá sabem falar lituano e falam-no nas ocasiões em que é necessário. Falam russo entre eles, como é natural, mas também sabem falar, e falam se adequado, lituano.

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  5. Luís Lavoura
    Na Lituânia existem cerca de 5% de russos enquanto na Letónia e na Estónia essa percentagem é de cerca de 25%. Na Letónia existe a situação de "não-cidadão" (https://en.wikipedia.org/wiki/Non-citizens_(Latvia)) e na Estónia existem "Estonian alien Passports" (https://en.wikipedia.org/wiki/Estonian_alien%27s_passport). Existem diferenças importantes entre estes 3 países.

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