Em Brasília, há uma via rodoviária a que toda a gente chama o Eixinho. Lembrei-me do nome, ao ver o grupo de chefes europeus que se prepara para ir à Ucrânia. Este “Eixinho” europeu (desculpem o trocadilho histórico irresistível), com um Scholz líder de uma coligação que claramente não domina, um Macron debilitado e “à bout de souffle”, entre sufrágios, somados a um Draghi que tem mais prestígio pessoal do que gás para apoiar a sua economia, com juros já a disparar, não constitui um ”diretório” europeu muito forte. E Zelensky, que atravessa um momento muito sério no seu tempo de guerra, e que deve estar com um estado de espírito longe de facilitar qualquer flexibilidade, sabe bem isso. E só ouvirá Biden. Não sei mesmo se a ida desta “troika” a Kiev, neste momento, é uma boa ideia.