1. Há derrotas que têm uma dimensão única: ver o presidente da Assembleia Nacional e o seu líder parlamentar perderem os lugares de deputado é um bom testemunho da crise que o partido de Emmanuel Macron está a atravessar.
2. A direita clássica francesa, fundadora e usufrutuária maior da V República, passou a quarto partido de França. Olhem-se as caras que a representam: são tudo figuras do “sarkozismo”, que deixou o poder - Eliseu e Assembleia - há uma década. Mas que ainda mantém maioria no Senado.
3. A coligação eleitoral NUPES não terá um grupo parlamentar conjunto na futura Assembleia Nacional francesa. O France Insoumise, os ecologistas e os socialistas terão grupos próprios. Consequência: o Rassemblement National, de Le Pen, passa a ser o principal partido da oposição.
4. Macron fez carreira com a tese de ser “ni droite, ni gauche”. Hoje, o lema mantém-se: não consegue fazer alianças… nem à direita, nem à esquerda!