Estas pessoas, e outras com elas, sonharam, em outros tempos, vir a implantar em Portugal a chamada ”ditadura do proletariado”. Consideravam ser esse o modelo de sociedade que melhor correspondia aos interesses do povo português, que entendiam representar, em sintonia com muitos que, pelo mundo, cultivavam projetos similares.
Falharam. A meu ver, ainda bem.
Paradoxalmente, ao terem sacrificado a sua existência - às vezes a vida, quase sempre a liberdade - na luta por esse desígnio radical, ajudaram imenso a abrir caminho à democracia burguesa que hoje temos. De que agora fazem parte, de pleno direito.
Cada um falará por si. Eu estou-lhes muito grato por isso.