Aqui vai um texto que desagradará a gregos e, decerto, também a turcos, já que os troianos há muito saíram de cena.
Cá por Portugal, os fanatismos estão a ser assim.
Por um lado, temos o patético fanatismo russófilo dos órfãos do “muro” e da URSS, para quem o autoritarismo de Putin funciona hoje como uma espécie de “revanche” anti-ocidente, na raiva pela “banhada” que apanharam na Guerra Fria, embrulhados no seu anti-americanismo doentio.
Por outro lado, temos o fanatismo subserviente a quase tudo o que for ordenado por Washington, dos que gostavam de ver a NATO na Antártida e no Burkina-Faso, dos herdeiros do anti-comunismo “coldwarrior” e do triste “catering” das Lajes, ansiosos por humilhar uma vez mais Moscovo e, talvez, até de “molhar a sopa“, desde que as ogivas não se mexam.
Os primeiros, fazem de conta que não houve nenhum “golpe de mão” à Crimeia, que a História absolverá tudo ao nacionalismo caduco de Moscovo.
Os segundos não admitem que a Rússia condicione a Ucrânia, para preservar a leitura que tem da sua segurança, embora não gostem que se lhes lembre o que os EUA continuam a fazer a Cuba.
É isto que eu penso.