terça-feira, 29 de maio de 2018

Tertúlia

Ontem, regressei a uma tertúlia jantante de amigos, de que tinha “desertado” nos últimos meses, por razões que foram sempre diversas, a cada semana. Foi muito agradável o reencontro com amigos (há quase sempre mais mulheres do que homens). E ontem até tivemos direito a caras novas à mesa.

Uma das novas convidadas, brasileira, contou uma história divertida, ocorrida na sua família. Tinham contratado uma empregada doméstica para algumas horas de limpeza. Quando chegou a hora de discutir preço, a empregada perguntou se a patroa ia definir qual o trabalho a fazer ou se seria ela a ter de tomar essa iniciativa. E, antes que a empregadora pudesse esclarecer, esclareceu ela: ”É que eu tenho um preço “com penso” e outro “sem penso” “. O que é que isso significava? Muito simples: se tivesse de ser a empregada a decidir o que fazer, era um preço, se fosse a patroa era outro. Se tivesse de “pensar”, cobrava mais...

Adoro estas tertúlias em que, por umas horas, também “penso” noutras coisas.

3 comentários:

Luís Lavoura disse...

Uma tertúlia jantante com mais mulheres que homens? Acho isso deveras surpreendente!
1) Porque as mulheres não gostam muito de debater assuntos em tertúlias.
2) Porque as mulheres não gostam muito de comer bastante, sobretudo ao jantar.

Anónimo disse...

Com mulheres,seria mais interessante uma tertúlia... dançante !!! - digo eu !

Anónimo disse...

Acho que aqui a palavra "penso " na expressão usada " com penso" ou "sem penso" tem o sentido de " com comida", almoço ou lanche. (até pelo contexto se vê, com o devido respeito).
É que a palavra nessa acepção é também conhecida no Brasil. Alguns comentadores do post que dá sequência a este - "pensar " os animais- ignoram isto, quando falam em acordo ortográfico, uniformização da língua.... ( ja terão lido o AO? Ou escrevem fato por facto e dizem que é o acordo.?.. )
O povo,sobretudo no campo, tanto cá como lá, ainda usa palavras antigas, que na cidade só sabe quem lê, quem ouve, quem se interessa!
L. Santos