quarta-feira, maio 16, 2018

Adeus, Caramuru!


Ontem à noite, passei pela Praça da República, em Viana do Castelo, e pensei para comigo mesmo: “quando é que desaparecerá daqui este mostrengo que é a estátua do Caramuru?”, uma peça escultórica que, já há muitos anos, foi ali colocada, quebrando fortemente o equilíbrio daquele belo espaço. Há minutos, passei de novo pela praça e vi que o mono já desapareceu.

Excelente decisão, presidente José Maria Costa! Parabéns!

4 comentários:

  1. Fernando Mesquita20:50

    Entendo a euforia estética pela remoção de uma escultura estrambótica, mas (imagino) nada contra a figura histórica do "manu" português Diogo Álvarez, gerador de extensa linhagem de mamelucos baianos...

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  2. Anónimo07:45

    Ó Fernando Mesquita, não é só a estátua que é estrambólica: pelos vistos, o nome do homem também é!

    "Álvarez" ?! É uma espécie de híbrido? Ou você também pertence ao clube de pessoas que chama "Sanchez" ao "Renato Sanches"?

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  3. Removeram uma estátua de Viana? Eu aproveitaria a deixa para pedir que retirassem outras estátuas que há pelo país. Muito em especial a pila que está ereta e a ejacular no alto do parque Eduardo VII em Lisboa. Mas podiam aproveitar e remover também o D. Sebastião que está em Lagos.

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  4. Fernando Mesquita17:20

    Caro Anônimo:

    Do ponto de vista simplificador, homogenizador e amnésico das "reformas ortográficas",você tem inteira razão.

    Ocorre que fui levado pelo hábito de grafar sobrenomes na sua forma original: quando alguém
    chama-se Luiz, escrevo Luiz, e não "Luis" por conta própria; e, pelo que me lembrava, no
    século XVI era Alvarez (creio que sem acento).

    Essa pendenga entre z e s me recordou o curioso caso de Álvaro Moreyra, escritor (terno
    cronista) brasileiro dos meados do século passado. Nascido Álvaro Maria da Soledade Pinto da Fonseca Velhinho Rodrigues Moreira da Silva, mudou o nome para o arcaizante Álvaro Moreyra. E estrilava quando algum jornalista, levado por sanha "atualizadora", insistia em Moreira. Moreyra tornou-se um bem de família: suas netas Sandra e Eugênia Moreyra (a primeira, já falecida) foram conhecidas jornalistas da Globo.

    E, se não me engano, Eugênia, seguindo a trilha dos brasileiros de bom-gosto, mudou-se recentemente para Portugal.

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Esperança

Afinal, há esperança para o mundo: apanhei esta manhã um táxi em que a música de fundo era da RTP Antena 2.