domingo, maio 27, 2018

Eutanásia

Não tenho ainda uma opinião formada sobre a legalização da eutanásia. 

Por ser uma questão de grande sensibilidade, bastante divisiva na sociedade portuguesa, e pelo facto de não vislumbrar nenhuma urgência especial na tomada de uma decisão, preferiria que o assunto fosse mais maturado.

Porém, reconheço plena legitimidade a que os deputados a esta legislatura da Assembleia da República, se assim o entenderem, legislem sobre o assunto.

7 comentários:

  1. Carissimo Francisco Seixas da Costa

    Não se trata da legalização da eutanásia.

    Trata-se da despenalização da eutanásia. O Estado não tem de legislar sobre o meu intimo, o meu grau de sofrimento, a minha capacidade de resistir á dor, nem tem que obrigar os meus entes queridos pessoas a assistir ao meu sofrimento, nem a eventualmente consumir parcos recursos empenhando o seu futuro.

    Pense nisto!!

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  2. Anónimo09:30

    Despenalização é a legalização limitada.
    Quando a Constituição diz que se deve defender a vida acima de tudo, refere-se só à "boa vida"?

    Isto dá para muita conversa e não são deputados ou referendos que resolvem a questão.
    Portanto, com os limites da época, deixemos o assunto aos cientistas, médicos e éticos e ao intimo de cada um!

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  3. Esses argumentos, "bastante divisiva" e "mais maturado", são argumentos da direita que, não tendo argumentos para rejeitar umaa coisa, pretende eternamente adiá-la.
    Se algo tem que ser feito e é correto fazer, então deve ser feito já. Não se deve adiar para amanhã o bem que pode ser feito hoje.
    A eutanásia não tem que reunir consenso na sociedade portuguesa. Não se pretende impôr a ninguém que se eutanasie. Ningém tem que concordar com ela. Só se pretende permitir algo a quem quer fazê-lo.

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  4. 4 COMENTÁRIOS
    from → Geral
    E assim iremos até que um acontecimento excêntrico ponha fim ao roteiro do combate-salvação
    28 MAIO, 2018
    helenafmatos
    Com a esquerda dona do léxico do poder e a extrema-esquerda no papel de controleira da indignação que normalmente se associa à oposição, a que se junta um PSD transformado numa secretaria para os assuntos regionais, António Costa tem o caminho livre para não ter de sair do terreno politicamente confortável das medidas que valem pela intenção e não pelos resultados. São os chamados combates. Todos os dias temos um combate e questionar a sua eficácia implica automaticamente a inversão do ónus da responsabilidade: já não será Costa a ter de explicar o que pretende fazer mas sim os outros porque não o apoiam. É o combate ao machismo. À obesidade. À crise demográfica. Ao envelhecimento. Às fake news. À especulação imobiliária. À precariedade. Ao insucesso escolar. Ao abandono escolar. À desertificação do interior. Ao desperdício alimentar. Às desigualdades. À violência no desporto. À discriminação. Ao desemprego. À seca e às cheias…

    Quando o falhanço das políticas governativas se torna óbvio entra-se no paradigma da salvação: o SNS tornou-se uma ratoeira para os pacientes que são simultaneamente obrigados a recorrer ao SNS e impedidos de aceder aos tratamentos? Vamos salvar o SNS. A escola pública apresenta níveis preocupantes de violência? Os programas estão a ser alterados no sentido do facilitismo? Vamos salvar a escola pública. Portugal arde e o número das vítimas dos incêndios ultrapassa tudo o que alguma vez se imaginou? Vamos salvar a floresta…




    Os combates dos hipócrates de esquerda:


    Vão-se os dedos, ficam os anéis

    28 MAIO, 2018
    vitorcunha



    "Após anos e anos de sistemática luta contra toda e qualquer noção antropologicamente sustentada de tribo, chegamos ao dia em que um parlamento composto de deputados escolhidos por listas de caciquismo decide, em nome de embrutecido povo, sem qualquer autoridade e sem a mínima reverência pela função, que compete ao Estado abençoar a morte de pessoas a quem o próprio Estado falhou a providenciar alento. Podíamos descer mais baixo? Podíamos: bastaria que todas as restantes instituições também perdessem o respeito por si próprias."

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  5. Anónimo11:49

    O que se deve ter sempre como objetivo é defender a vida acima de tudo, com a melhor qualidade possível, legislando nesse sentido para a disponibilizando dos melhores recursos para todos e incentivando os avanços científicos permanentemente.

    Com este "avanço civilizacional", caso não haja dinheiro, cai-se no "desleixo"!

    PS do anónimo das 9:30

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  6. Anónimo12:31

    A solução final ( nazi) que se preconiza (eutanásia) não só é fruto de um preconceito estético-social como também indica que a sociedade não acredita na ciência e na sua procura de melhorar a esperança de vida, e quer que o estado tipo nazi regule a vida dos cidadãos.

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  7. Anónimo13:17

    Como vc. tem o direito de conceber, não precisa de autorização de ninguém, o direito da eutanásia deveria ser igual.

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