A propósito da referência que aqui fiz a Carvalho Araújo como “vila-realense”, alguém fez notar que ele nasceu no Porto.
É verdade. Os seu pais viviam em Vila Real. De visita casual ao Porto, a mãe teve a criança, regressando depois à cidade onde residia e onde Carvalho Araújo foi educado.
Assim, o caráter “portuense” de Carvalho Araújo é em tudo idêntico à ligação que uma figura como Medeiros Ferreira tinha com o Funchal, onde nasceu, precisamente nas mesmas circunstâncias. E ninguém se lembra de chamar-lhe “madeirense”, não é?
Medeiros Ferreira, açoreano, e de que maneira!
ResponderEliminarPodia ter-se lembrado de um caso muito melhor: Rui Veloso. Lisboeta de nascimento mas...
ResponderEliminarConcordo, mas podia ter usado o exemplo do José Sócrates. Ou do Infante D. Henrique (que parolice ligar o homem à cidade).
ResponderEliminarAos mais afoitos: nasci na freguesia da Sé no Porto e vivi na Invicta até aos 25 anos de idade.
Mal por mal é açoriano que se escreve. Cabo-verdiano, etc. Sempre de i. E há décadas.
ResponderEliminarO exemplo de Medeiros é melhor do que o de Veloso. É mais retintamente castiço ser ilhéu nascido noutra ilha do que ser continental do continente.
ResponderEliminarDois clássicos: Camilo nascido em Lisboa e Eça nascido na Póvoa de Varzim.